Pequim - As autoridades chinesas proibiram ontem reuniões públicas em Urumqi, capital da Província de Xinjiang, uma semana após confltio entre muçulmanos uigures e membros da etnia han, majoritária na China deixar 184 mortos. De acordo com o anúncio feito pela polícia de Urumqi, ficaram suspensas as realizações de concentrações, desfiles ou manifestações na cidade de 2,3 milhões de habitantes. Cartazes foram afixados, ontem, em diversos pontos da cidade, para comunicar a decisão.
As autoridades policiais justificaram a medida afirmando que ela serve para “garantir a segurança dos cidadãos e de suas propriedades”, apesar de terem dito que a situação estava sob controle. “A polícia vai dispersar as concentrações ilegais conforme a lei e está habilitada para tomar as medidas necessárias se a multidão se negar a se dispersar”, informou a agência oficial de notícia Xinhua.
Um tanque de combustível explodiu na manhã de hoje em uma fábrica petroquímica de Urumqi, informaram os bombeiros. A fábrica pertence à CNPC (China National Petroleum Corporation), a mais importante companhia do setor de energia da China.
A explosão não causou vítimas, segundo as autoridades, mas gerou preocupação por conta do recente clima de tensão na cidade. Mas a direção da empresa se apressou em dizer ter se tratado apenas de um acidade. “Descartamos qualquer ato terrorista’’, disse Liu Jiyian, vice-diretor da CNPC.
O vice-presidente do Congresso Mundial Uigur, entidade que representa no exterior a comunidade muçulmana e que a China acusa de estar por trás dos distúrbios, pediu hoje em Istambul “a retirada imediata’’ do Exército de Xinjiang e o envio de observadores internacionais independentes. A China diz que 75% dos 184 mortos no conflito da semana passada eram da etnia han. O Congresso Mundial Uigur fala em até mil mortos, a maioria muçulmanos. Segundo dados atualizados, houve também 1.680 feridos no conflito - 74 deles estão em estado grave.