Tegucigalpa - O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, designou ontem um novo chanceler, Carlos López, para tentar romper o cerco diplomático imposto ao seu governo depois da deposição do presidente eleito, Manuel Zelaya, em 28 de junho.
López, que era porta-voz do governo interino, foi empossado com a missão de continuar as conversações com outros países e com Zelaya. Micheletti teve de substituir o primeiro chanceler que havia indicado, que renunciou devido a uma polêmica que causou mal-estar internacional.
Contrariado com a condenação de Barack Obama à derrubada de Zelaya, Enrique Ortez chamou o presidente dos Estados Unidos de “negrito”. Posteriormente, ele pediu desculpas pela ofensa.
Ao anunciar o novo chanceler, Micheletti expressou admiração e respeito pela sua “trajetória internacional“. López disse que uma de suas primeiras providências será “gerir a continuação das relações diplomáticas com todos os países amigos”.
Ele também qualificou de precipitada a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de suspender Honduras da organização. “Os países membros da OEA são soberanos e podem perfeitamente manter relações diplomáticas com Honduras, independentemente de como votaram na organização”, afirmou López.
O novo chanceler também garantiu que as conversações com os representantes de Zelaya continuarão. Durante o anúncio, Micheletti também adiantou que possivelmente no próximo sábado haverá outro encontro na Costa Rica, para retomar as conversações e encontrar uma saída para a crise política de Honduras.
Zelaya foi derrubado do poder no último dia 28 pelo Exército, com apoio da Suprema Corte e do Congresso, no dia em que planejava realizar uma consulta popular sobre uma reforma na Constituição, que tinha sido declarada ilegal pela Justiça.