10 de julho de 2026
Nacional

Polícia descarta a participação de segunda pessoa em morte de boxeador

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Recife - A Polícia Civil de Pernambuco diz descartar a hipótese de que uma segunda pessoa tenha participado do assassinato do boxeador canadense Arturo Gatti, 37 anos, em um flat na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca (56 quilômetros de Recife). A mulher do boxeador, Amanda Rodrigues, 23 anos, está presa e é a principal suspeita do homicídio. Ela nega que tenha cometido o crime.

Para o delegado de Porto de Galinhas, Moisés Teixeira, apenas Gatti, Rodrigues e o filho de dez meses entraram no apartamento do flat na noite de anteontem. “Os funcionários da portaria do hotel e o taxista que a levou ao flat confirmam isso.”

Segundo Teixeira, a porta que dá acesso ao apartamento é acionada com cartão magnético e a perícia técnica diz não haver sinais de arrombamento. A varanda do apartamento, que é de vidro e alumínio, também não foi quebrada, segundo o delegado.

Teixeira diz que Rodrigues pode ter praticado o crime sozinha, já que o boxeador havia bebido cerveja e vinho antes de dormir, o que pode ter impossibilitado uma reação. Um laudo preliminar aponta que Gatti morreu asfixiado. “Ele foi enforcado com a alça de uma bolsa de viagem e tinha pequenos cortes no couro cabeludo e na parte esquerda da cabeça”, diz.

Rodrigues foi levada ontem à Colônia Penal Feminina de Recife. Em depoimento à Polícia Civil, a mulher de Gatti disse que houve uma briga entre ela e o marido na noite do crime e que ele a feriu. Ainda de acordo com Rodrigues, o marido costumava maltratá-la.

O advogado Célio Avelino vai pedir amanhã o relaxamento da prisão de Rodrigues. Segundo o advogado, Amanda não poderia ter sido autuada em flagrante. “Não estava em situação de flagrante e foi ela quem chamou a polícia”, afirmou ele, que também irá alegar à Justiça que a liberdade da sua cliente não representa nenhum tipo de impedimento para as investigações, nem perturbação da ordem pública.