10 de julho de 2026
Nacional

SP tem cinco na UTI por gripe suína

Folhapress
| Tempo de leitura: 4 min

São Paulo - O secretário da Saúde de São Paulo, José Roberto Barradas Barata, informou ontem que cinco pessoas no Estado estão internadas com gripe suína - chamada gripe A (H1N1). Ele não deu detalhes da situação de cada paciente, mas afirmou que todos estão internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

O número de casos confirmados de gripe suína no Brasil cresceu 14% de sexta-feira até ontem. Agora, o País registra 1.175 pacientes com a infecção, 148 a mais do que havia sido registrado no último boletim. O número de casos suspeitos cresceu de forma expressiva: 953 registros de sexta-feira para cá. Ao todo, são investigados 3.926 pacientes com sintomas da doença.

São Paulo registrou duas das quatro mortes no País em decorrência da gripe suína. Anteontem a secretaria informou que um homem de 28 anos morreu no último dia 10 no Hospital de Clínicas de Botucatu (238 quilômetros de São Paulo) em decorrência da gripe A. Ele começou a apresentar os sintomas - febre, dor de cabeça, náusea, vômito, tosse e congestão nasal - no dia 1 de julho.

“Era um paciente (de Botucatu) que tinha uma condição de saúde não muito boa. Ele sofria de obesidade mórbida e isso pode ter contribuído para que ele desenvolvesse a doença da forma mais grave. Ninguém mais da família dele teve sintoma, ele é o único caso”, disse secretário.

Barradas também recomenda que as pessoas com sintomas de gripe evitem procurar os hospitais. Isto porque unidades como o hospital Emílio Ribas estão enfrentando a superlotação devido à grande procura de pessoas com medo de terem contraído a gripe suína.

“As pessoas começaram a procurar mais o Emílio Ribas, aumentou mais o número de exames de laboratório. O que recomendo é que pessoas que ficarem gripadas não procurem os hospitais, mas sim procurem um médico de sua confiança. Porque na maior parte das vezes o que essas pessoas têm é gripe comum. Na dúvida, conversem com seu médico para que, contando a história, o médico avalie se existe mesmo risco da gripe suína, então ele encaminha para os hospitais”, afirmou o secretário.

Para evitar a corrida aos hospitais e postos de saúde, o secretário também enfatizou que, para contrair a doença, as pessoas têm de ter um contato direto com o contaminado com gripe A.

“Contato próximo tem aquele que toma café da manhã junto, dorme junto, assiste televisão no mesmo sofá. Isso é contato próximo. Ser vizinho de parede, vizinho do mesmo prédio não é contato próximo. A gripe não pega se a pessoa entrar em uma sala de teatro, por exemplo, precisa conversar com quem está com gripe. Essa pessoa (gripada) precisar tossir na cara de quem não tem gripe”, disse Barradas.

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

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Quatro morrem com sintomas no RS; prefeituras aguardam exames

Porto Alegre - Quatro pessoas morreram na última semana no Rio Grande do Sul após serem internadas com sintomas de gripe suína. Autoridades de saúde, no entanto, aguardam o resultado dos exames que devem apontar se elas foram vítimas da doença - a gripe A (H1N1).

Três das mortes ocorreram em Passo Fundo - cidade onde o caminhoneiro Vanderlei Vial, 29 anos, morreu vítima de gripe suína em junho.

O secretário da Saúde do município, Alberi Grando, afirmou à reportagem que, apesar dos sintomas de gripe, não há indícios de contaminação. “Não tem nada que diga que seja influenza A. Apesar dos sintomas de gripe, elas não tinham critérios de contaminação”, disse.

Uma das mortes ocorreu dia 8; trata-se de um homem de 42 anos, com problemas cardíacos. Outro homem, de 30 anos, morreu dia 10. A terceira morte foi de uma mulher de 49 anos, que faleceu anteontem.

Em Santa Maria, um rapaz de 25 anos morreu na madrugada de ontem no Hospital Universitário da cidade, de acordo com o secretário da Saúde do município, José Farret. A vítima esteve na região de fronteira antes de apresentar os sintomas da doença.