11 de julho de 2026
Esportes

Copa de 1950: Coleção de historiador relembra ‘Maracanazzo’

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 2 min

No ano do 59º aniversário da fatídica derrota para o Uruguai na decisão da Copa do Mundo de 1950, o “Maracanazzo”, o historiador e jornalista bauruense Luciano Dias Pires relembra a data com uma coleção da Gazeta Esportiva, que narra toda a trajetória da equipe brasileira, favoritíssima, que acabou surpreendida dentro de casa em um jogo que poderia empatar e saiu na frente. O desastre se consumou com uma virada do Uruguai, que ganhou por 2 a 1 e se sagrou bicampeão mundial naquela ocasião, decretando o luto para milhões de brasileiros. A redenção para o Brasil só viria oito anos mais tarde, com o primeiro título mundial, na Copa da Suécia.

Acompanhando atentamente a trajetória do Brasil no Mundial, Pires comprou as edições da Gazeta Esportiva do dia seguinte aos jogos da Seleção Brasileira e guarda as páginas que narram a maior tragédia do futebol pentacampeão mundial. “É um documento importantíssimo esta coleção. Eu comprava todo dia logo após o jogo do Brasil a Gazeta Esportiva, que era o maior jornal esportivo do Brasil na época. O jornal vinha de trem e acabava na hora, tinha fila para comprar. Fui guardando e, quando chegou o último jogo, que o Brasil perdeu, não deixei de comprar. Depois, mandei encadernar e é um autêntico livro sobre a Copa do Mundo, com as informações de todos os jogos que aconteceram”, comenta.

Pires relembra ainda uma das maiores zebras de todos os tempos das Copas, que também está registrada na coleção: a vitória dos Estados Unidos sobre a Inglaterra, no estádio Independência, em Belo Horizonte. “Os Estados Unidos não jogavam nada, atualmente jogam mais ou menos. Mas, na época, era curiosidade ver os Estados Unidos jogarem. Jogavam, mas não tinham time nenhum. Dizem que eles passaram a noite na maior farra e jogaram e ganharam da Inglaterra. Foi uma zebra, a Inglaterra veio como favorita para conquistar o título”, diverte-se.

O noroestino Pires relembra ainda que, além da tristeza pela derrota do Brasil na final da Copa, o dia 16 de julho de 1950 foi especialmente amargo, já que o BAC bateu o Norusca no clássico bauruense por 1 a 0, gol de Gino Bacchi, zagueiro, que jogou improvisado de ponta. “Saí do BAC com a cabeça inchada duas vezes”, lastima.