11 de julho de 2026
Política

União indica tratar esgoto em fases

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O Ministério das Cidades indicou, na reunião de avaliação técnica do projeto da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), realizada na semana passada em Brasília (DF), que a Prefeitura de Bauru deverá ser credenciada para financiamento de até R$ 65 milhões com a construção do equipamento para dois módulos, e não quatro como está previsto no projeto original.

A assessoria de imprensa do Departamento de Água Esgoto (DAE) informou que a defesa técnica do projeto básico da ETE foi feita pela engenheira e diretora da Divisão de Planejamento, Nucimar Paes. A autarquia menciona que o Ministério das Cidades apontou o valor a ser avaliado para possível financiamento, mas para dois módulos iniciais. Cada módulo, conforme o DAE, teria capacidade para tratar os resíduos sólidos de população equivalente a 125 mil habitantes.

A construção por módulo, com a licitação da ETE também sendo realizada em fases, de acordo com a disponibilidade financeira do fundo de tratamento, é vista como alternativa pela presidência do DAE. Mas o prefeito Rodrigo Agostinho defende a antecipação da obra para dois anos.

Ao comentar o assunto, ontem, porém, o chefe do Executivo ponderou: “Não vou fazer loucura. Vou atrás de dinheiro a fundo perdido para aumentar as oportunidades de antecipar a obra. O financiamento só será discutido no final do ano ou início do ano que vem, quando teremos definida a situação do projeto executivo pelo DAE”, contou.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Francisco Graziano Neto, garantiu que o governo do Estado vai ajudar a financiar o tratamento de esgoto em Bauru com dinheiro a fundo perdido. O anúncio foi feito ontem durante lançamento do Programa Criança Ecológica - Floresta Legal, na Estação Experimental de Bauru, o primeiro espaço do programa no Interior do Estado.

“O governo de São Paulo vai por dinheiro no esgoto de Bauru. A prefeitura vai também, falta o governo federal bancar a parte dele, porque no dia das eleições foi prometido. O tratamento de esgoto é uma equação onerosa. Não sei porque Bauru nunca fez nada. Nós queremos ajudar”, afirma Graziano, que confirmou a reunião marcada para a próxima quarta-feira, em São Paulo, entre o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e Dilma Pena, responsável pela política de saneamento básico do Estado.