Brasília - O Exército vai ajudar nas ações de prevenção da gripe suína em regiões de fronteira do País. Serão enviados 78 militares para 24 cidades, espalhadas em dez Estados. A tarefa principal será distribuir folhetos com informações sobre a doença e auxiliar no preenchimento da Declaração de Viajantes, documento que passou a ser usado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O número de equipes, no entanto, poderá aumentar caso seja necessário.
O envio dos militares atende a um pedido feito no início deste mês pela Anvisa. A idéia inicial é que entre dois a oito militares sejam deslocados para as cidades consideradas prioritárias.
O objetivo maior é ampliar a prevenção em municípios onde há grande fluxo de viajantes, como fronteiras do Brasil com Argentina, Uruguai e Paraguai. Além disso, serão enviadas equipes para as regiões Norte e Centro-Oeste, informou o Ministério da Defesa, por meio da assessoria de imprensa.
A previsão inicial é de que as equipes trabalhem na região por um período de 90 dias. Segunda-feira, militares destacados para a operação deverão receber orientações das coordenadorias regionais da Anvisa.
O Estado que vai receber maior número de equipes será o Rio Grande do Sul. Ao todo, nove cidades gaúchas contarão com militares. Grupos também serão enviados para duas cidades no Paraná, duas em Roraima, três em Mato Grosso do Sul, uma em Santa Catarina, uma em Rondônia, uma em Mato Grosso, três no Acre, uma no Amapá e outra no Amazonas.
Osasco
Com duas mortes confirmadas e uma paciente internada em estado grave, a cidade de Osasco (Grande SP) decidiu pedir a ajuda do Exército para fazer a triagem de casos suspeitos de gripe suína.
Outra providência tomada foi adiar 50% das cirurgias eletivas (que não são casos urgentes) marcadas no Hospital Central, para que sobrem mais leitos para atendimento de casos de gripe suína.
A Vigilância Epidemiológica de Osasco informou que se reúne na segunda com representantes do Exército para acertar a operação de triagem dos pacientes no Hospital Central e nos pronto-socorros do Santo Antônio e Helena Maria.
A idéia é que sejam montadas tendas na frente dessas unidades, onde os militares fariam o primeiro atendimento dos pacientes. A operação deve começar na próxima semana, segundo a secretaria municipal de saúde.
A infectologista Marília Vieira, da Secretaria da Saúde e do Hospital Emílio Ribas, disse que os moradores devem evitar ir ao hospital para tirar dúvidas sobre a doença e em casos de gripe leve sem febre.
“Tanto para não sobrecarregar a rede quanto para não ter contato com pessoas com quadros mais sérios”, diz Marília, que cita que existe um serviço 0800 para isso.
Osasco registra 18 casos confirmados da doença e 79 suspeitos.