10 de julho de 2026
Geral

Reforma no Santuário prevê acessibilidade a deficientes físicos

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 3 min

Inaugurado no dia 13 de maio de 1973, o Santuário Nossa Senhora de Fátima passará por reformas que visam a acessibilidade de deficientes físicos ao local, a partir do dia 27 deste mês. Orçado em R$ 115 mil, o projeto é estudado há dois anos junto com o Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) e com o Conselho Administrativo Paroquial (CAP), explica o padre Agnaldo Pereira, da Paróquia São Judas, responsável pela capela. A previsão é que o trabalho seja finalizado no dia 4 de setembro.

De acordo com o pároco, o fato que motivou o trabalho foi uma trinca que se abriu em quase toda extensão do piso no lado esquerdo do Santuário. “Há dois anos foi constatado infiltração lateral na capela. Para conter essa infiltração, fizemos um calçamento de aproximadamente sete metros. Essa foi a primeira etapa de nosso trabalho”, explica. “A segunda parte visa a substituição do piso que está rachado e a construção de rampas de acessibilidade nos dois lados do altar. Essa é uma questão que não havia há quase 40 anos, quando o Santuário foi construído”, acrescenta.

Para construir as rampas, o novo projeto, doado pelo arquiteto Maurício Costa, visa o rebaixamento do altar em 20 centímetros. “Temos uma preocupação com o projeto original, por isso não vamos mexer na estrutura. O rebaixamento é necessário”, afirma Agnaldo.

Além disso, o novo projeto visa a construção de uma nova calçada na parte externa da igreja. O calçamento de um metro passará para 2,2 metros, o que deve melhorar o deslocamento dos fiéis. “Para a realização de todas essas obras houve um acordo com a comunidade, não foi uma decisão unilateral”, explica.

A preocupação com o acesso de deficientes físicos no local existe há alguns anos, inclusive banheiros destinados a este público foram construídos. Os fiéis que freqüentam o Santuário não precisam se preocupar. No período das obras, as missas realizadas no local - às quartas-feiras às 15h e aos domingos às 10h30 e 19h30 - serão transferidas para a Paróquia São Judas.

De acordo com Agnaldo, há idéia de trocar os paralelepípedos do chão da frente do Santuário. “Mas para esta obra conto com o apoio, principalmente, das mulheres que têm dificuldade de se locomover no paralelepípedo de salto, já que é todo irregular”, finaliza o padre.

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Localizado na quadra 2 da avenida Comendador José da Silva Martha, o terreno, o projeto e a construção do Santuário Nossa Senhora de Fátima foram doados pelas famílias Pinho e Martha à Diocese de Bauru para administrar e fazer o processo de evangelização. “O Santuário Nossa Senhora de Fátima é um patrimônio histórico e cultural do município. Tem histórias de diferentes famílias da cidade, inclusive das que doaram a capela, e isso tem que ser respeitado”, opina o arquiteto Hedivaldo Canho, presidente da seção Bauru do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB). “Isso não significa que nunca mais poderá ser alterado, mas as mudanças devem ser criteriosas”, acrescenta.

Para o arquiteto, qualquer reforma no local, por menor que seja, não pode ter a opinião de apenas um profissional da área. “Quando há necessidade de alterar, é preciso haver a leitura de diversos profissionais para ter uma decisão conscenciosa”, explica Canho. “Se a Capela Cistina foi alterada para que houvesse acessibilidade, por que não o Santuário? Mas o trabalho deve ser feito com muito critério, já que o local é patrimônio do povo de Bauru”, complementa.

Segundo Canho, o trabalho seria mais responsável se houvesse o envolvimento de diversas instituições da comunidade e também de toda a sociedade nas decisões.