11 de julho de 2026
Internacional

Zelaya adia retorno a Honduras em seis dias; negociação não avança

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

San José - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, aceitou o pedido do presidente costarriquenho, e mediador da crise política no país, Oscar Arias, e adiou até a próxima sexta-feira o seu retorno a solo hondurenho.

A decisão foi tomada após um dia de intensa negociação que acabou sem acordo entre a delegação de Zelaya e os representantes do presidente interino, Roberto Micheletti.

A delegação de Zelaya concordou ainda em manter as discussões por uma solução para a crise ontem, apesar do ultimato do presidente deposto de que o prazo para o diálogo seria a meia-noite de sábado.

Parecia pequena ontem a possibilidade de um fim rápido para a crise política em Honduras. Uma solução não parecia estar mais próxima mesmo depois de quase 10 horas de reuniões a portas fechadas no sábado, na residência do presidente da Costa Rica, Oscar Arias, que está atuando como mediador na crise. As negociações continuavam ontem.

Representantes de Zelaya, presidente deposto num golpe militar no dia 28 de junho, e do presidente interino Roberto Micheletti disseram que o principal empecilho é a proposta de restaurar Zelaya no poder e formar um governo de coalizão com seus rivais.

A incerteza sobre o resultado das negociações deixa Arias numa situação difícil ao tentar ajudar a resolver a pior crise da América Central desde o fim da Guerra Fria. Arias ganhou o Prêmio Nobel da Paz por seu papel no fim da violência na América Central na década de 1980.

O governo norte-americano tem se mantido calado enquanto se desenrola o processo de mediação. Mas a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, falou sobre Honduras com seus colegas do Brasil e da Colômbia, disse um alto funcionário do governo dos Estados Unidos.

Os EUA estão preocupados sobre a volta de Zelaya a Honduras antes que se chegue a um acordo e estão em contato com ele para reforçar a importância de permitir que Arias tente mediar uma solução, disse outro alto funcionário norte-americano.