As cidades de Marília e Botucatu estão monitorando pacientes suspeitos de estarem com o vírus Influenze A (H1N1) - conhecida por gripe suína - e aguardam resultado dos testes enviados ao Instituto Adolfo Lutz. Em Botucatu, a morte de um homem vítima da nova gripe levou a Secretaria de Saúde a promover um curso de capacitação, ontem à noite, para os médicos da rede pública e privada com o intuito de atualizá-los sobre o protocolo do Ministério da Saúde a respeito da doença.
O curso gratuito ocorreu no Teatro Municipal para cerca de 200 profissionais da saúde. Enquanto isso, o Centro de Vigilância Epidemiológica faz o rastreamento dos locais por onde o representante comercial Ricardo César Tini Jecov, de 28 anos, vítima fatal da doença, teria passado.
Até o fechamento desta edição, o Hospital das Clínicas (HC) da Unesp de Botucatu monitorava quatro pessoas com suspeita de estarem com a “nova gripe”, sendo que dois estão internados na unidade e outros dois estão sendo acompanhados em casa. Os exames de outros dois pacientes suspeitos foram descartados na semana passada depois que o Adolfo Lutz conclui tratar-se de gripe comum.
Já em Marília, boletim da Vigilância Epidemiológica, divulgado ontem à imprensa pela Secretaria Municipal da Saúde, informou que deu negativo o resultado do exame do paciente hospitalizado, desde a semana passada, com suspeita de ter contraído a nova gripe. O paciente, de 38 anos, teve contato com estrangeiros em viagens de trabalho por vários estados.
Agora, segundo a Secretaria, Marília tem apenas um caso suspeito da nova gripe. Trata-se de uma mulher, de 50 anos, residente na zona sul que está hospitalizada por problemas respiratórios. Foi colhido material e encaminhado para análise no Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo. A paciente teria estado em contato com sua patroa que retornou do Chile há alguns dias e apresentou um leve resfriado, que nem chegou a ser notificado às autoridades de saúde.
Pelo novo protocolo do Ministério da Saúde, deverão ser investigados os casos de “qualquer indivíduo, de qualquer idade, com doença respiratória aguda caracterizada por febre elevada, acompanhada de tosse ou dor de garganta, acompanhada ou não de manifestações gastrointestinais (vômito/diarréia); dispnéia (dificuldade respiratória) ou outro sinal de gravidade como, por exemplo, ausculta compatível com pneumonia ou quadro clínico, laboratorial ou radiológico compatível com pneumonia”.