08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Uma oportunidade para refletir e agir


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O ano Sacerdotal - 19 de junho de 2009 -2010 - acontece por ocasião do 150.º aniversário da morte do Santo Cura d’Ars, padroeiro dos Sacerdotes. Todos devemos celebrar este ano com festas, homenagens e júbilo, pois são homens dignos e de oração, que se dedicam, inteiramente, às obras do Reino de Deus. Engajado nesse projeto de reconhecimento, o povo precisa voltar a valorizar os sacerdotes, não só pelo que fazem mas pelo que são. Eles são os primeiros promotores do discipulado e da missão a qual foram chamados para “estar com Jesus e serem enviados para pregar” (cf Mc 3,14).

Por isso eles devem receber, de modo preferencial, a atenção e o cuidado que fazem jus. A missão é primorosa, mas, efetivamente, árdua na sua essencialidade. Exige artifícios que os conduzam a intensas orações, uma profunda amizade com Jesus, sólida estrutura espiritual e uma preparação cultural e intelectual, sempre animados pela fé viva, esperança renovada e caridade ardente.

Os sacerdotes, eleitos peregrinos, são preparados para a missão ampla e universal da salvação. Valorizar o exercício dos sacerdotes é um ato de gratidão, pois através deles vem o perdão, a benção, a orientação espiritual. As múltiplas e misteriosas faces afloram, a cada momento, na caminhada desses ungidos do Senhor, porém uma boa acolhida desagrega e canaliza qualquer inquietação. Foram consagrados para pregar o Evangelho, entretanto é grande o fantasma da consciência cristã com seu “não” aos impulsos naturais, à imunidade a todas fraquezas humanas, ao espírito de dominação, aos erros e até aos pecados. Por isso é que a comunidade cristã deve legitimar a sua compreensão e a sua fraternidade, intensificando as orações de concordância. A intercessão abre novas avenidas para Deus trabalhar e, assim, evitar o naufrágio dos valores absolutos.

Assumindo o amor como entrega, “fidelidade e nobreza”, os sacerdotes se integram na dinâmica divina, essência para a missionalidade que requer compromisso, responsabilidade e competência. Neste Ano Sacerdotal, um círculo se abre para que se tornem “mais eucaristicos, santos, entusiasmados pela evangelização e vivam em pureza de vida”. É neste plano do Criador que Jesus os envolve com os raios de Sua Divina Misericórdia.

São Gelásio disse: “A carga dos sacerdotes é tanto mais pesada quando, no exame divino, eles terão de dar conta ao Senhor, até pelos reis...”. Já o Santo Cura d’Ars assim expressou: “É o sacerdote que continua a obra de redenção na terra”... “Se soubéssemos o que é o sacerdote na terra, morreríamos, não de espanto, mas de amor”... “O sacerdócio é o amor do coração de Jesus”.

Orminda Machado de Camargo - escritora