Hoje estive no Banco Caixa Econômica Federal, na av. Duque de Caxias, cheguei lá por volta das 14h30, só três funcionários para atendimento nas mesas e, para minha “sorte”, os funcionários da Prefeitura estavam lá abrindo contas.
Passado dez minutos foram chegando outros funcionários (quatro), que começaram a atender. Melhorou "aparentemente" um pouco, mas alguns serviços prestados demoravam muito sua conclusão (os funcionários da prefeitura deveriam ser atendidos em separado dos correntistas), eles próprios estavam incomodados com a demora, ouvia-se o burburinho entre eles. Só a Caixa não vê essa situação, e diga se de passagem estão sendo atendidos por secretarias, com dia marcado. Pois bem, fui atendido por um funcionário que tinha saído as 15h03. Ele voltou às 15h30, eu acho que já era hora dele tomar um lanche, não sei, ou não tinha saído para o almoço.
O que eu tinha que fazer ali na mesa estava concluído às 15h45, mas eu tinha que fazer o pagamento no caixa, saí de dentro do banco, fui onde ficam os caixas eletrônicos, onde uma outra funcionária pergunta o que você vai fazer e entrega uma senha. Peguei a senha, entrei ao banco novamente (esse tipo de atendimento é só no Banco do Brasil e na Caixa Federal) e o que nos resta a fazer? Sentar (por isso as cadeiras) e esperar. Passaram muito além dos (15) quinze minutos de espera previstos pela lei municipal, que ainda prevê até 30 min. para dias de muito fluxo (dias de pagamentos).
Como se não bastasse, o sr. gerente atendendo um cliente “VIP”, na sua mesa, pelo tom da conversa, falavam alto, pareciam muito “amigos”, pegou um pacote de dinheiro e levou até o caixa e pediu com jeitinho para fazer os pagamentos, depósitos, sei lá o que. Foi onde fui passado para trás como os outros clientes. Tudo bem; tinha três pessoas depois de mim, mas ela (a caixa que pegou um pacote de dinheiro do vip) parou de atender e ficou só um caixa.
Eles pensam que eu sou idiota! – não tem dinheiro mesmo, deixa esperar! Os “Vips” convidam para festas, churrasquinhos, presenteiam com vinhos no final de cada ano, etc... Nós, simples mortais, assalariados, temos tempo para ficar esperando, não vamos nos importar, as pessoas mais importantes e “abastadas” devem ser atendidas primeiro, têm muitos afazeres, não podem ficar na fila.
André Luiz Bueno - estudante de direito