Recentemente, o nosso prefeito Rodrigo Agostinho causou certo espanto ao declarar-se centralizador, resvalando para uma categoria política já experimentada em diversos momentos e com representantes célebres ao longo da história, experiência que não gostaríamos ver repetida porque não contribui para o avanço democrático que todos queremos e, certamente, também o senhor prefeito.
Oriundo do Legislativo, o mais aberto e democrático de todos os poderes, o senhor prefeito, especialmente agora, quando engajou-se em um coletivo de partidos progressistas, de esquerda, do campo democrático e socialistas, empenhados em sua eleição, daí o espanto com a posição publicamente declarada. Não é bem assim que pensam e agem aqueles que têm compromisso com a transformação da sociedade. Não é bem assim que pensam e agem os lutadores sociais de todos os matizes, inclusive o jovem prefeito, temos certeza.
O centralizador pode desembocar no chamado “culto à personalidade”, outra categoria política conhecida , que agrada e conquista as massas, mas desagrada e perde as vanguardas, os coletivos, que constituem a razão de ser da política, concebida no seu mais profundo significado. E mais, acaba por emparedar seus colaboradores, assessores e companheiros; numa palavra, acaba por negar o próprio coletivo do qual é oriundo e que foi construído para juntos enfrentar a gigantesca tarefa de administrar esta cidade que espera e quer o avanço democrático. Por tudo isso, o figurino declarado não lhe “cai” bem.
Isaias Daibem