08 de julho de 2026
Regional

Jaú tem índice zero de morte de jovem

Por Da Redação | Com Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Pelo menos dois municípios da região de Bauru estão com taxa zero de homicídio entre adolescentes: Jaú (47 quilômetros de Bauru) e Ourinhos (120 quilômetros de Bauru). Nessa situação, há mais sete cidades no Estado de São Paulo, segundo um estudo divulgado ontem pelo governo federal, Unicef e uma ONG ligada a comunidades carentes. A pesquisa toma como base dados referentes a 2006.

De acordo com o estudo, também apresentaram índice zero de homicídio entre adolescentes os municípios paulistas de Barretos, Bragança Paulista, Catanduva, Franca, Indaiatuba, Itapetininga e Sertãozinho.

A capital paulista ocupa o 151º lugar entre as cidades com 1,42 homicídio para cada grupo de mil adolescentes entre 12 e 18 anos. O número ficou abaixo da média nacional, que é de 2,03 mortes. Entre as capitais, São Paulo está em 24º lugar.

Os números nacionais, no entanto, não são animadores porque a previsão é a de que mais de 33 mil adolescentes sejam assassinados até 2012 no Brasil.

A faixa etária do estudo compreendeu adolescentes com idades entre 12 a 19 anos, habitantes de 267 cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes.

A partir de um cálculo que levou em conta as mortes ocorridas em um grupo de mil jovens, foi estabelecido o IHA (Índice de Homicídios na Adolescência). Foz de Iguaçu (PR) teve índice mais alto, de 9,7 mortes, três vezes e meio superior à média nacional, de 2,03.

O levantamento apontou que a probabilidade de um adolescente do sexo masculino ser vítima de homicídio é 12 vezes superior em relação ao sexo feminino. No caso da cor, a taxa de negros vítimas de homicídio é três vezes superior à de brancos.

Apesar dos números serem de 2006, o índice de assassinatos em Ourinhos foi o menor dos últimos 7 anos. Se comparado com 2006, significou 83% de redução na taxa de homicídio doloso por 100 mil habitantes. Em 2006, ocorreram 11,39 assassinatos e em 2007 baixou a 1,87, um número compatível a países de primeiro mundo.

Em Jaú, na opinião do delegado seccional de polícia, Roberto Cardoso de Mello Tucunduva Filho, a taxa zero de homicídios verificada em 2006 deve-se a uma série de fatores, que abrangem desde o nível de educação da população até a estrutura social do município e o comprometimento das pessoas com o civismo. “Aliado a isso, Jaú está em uma região que se destaca economicamente”, afirma. “E aqui, há uma união entre uma situação positiva em termos de economia com aspectos socioculturais favoráveis”.

O trabalho preventivo e repressivo da polícia de Jaú também é apontado pelo delegado como um dos fatores responsáveis pelos bons indicadores do estudo. “A polícia civil continua empenhada e obtendo resultados no que podemos chamar de uma repressão qualificada”, diz. Botucatu apresentou coeficiente 0,85, abaixo da média nacional.