Apesar de pagar os impostos obrigatórios, a sociedade civil arca com cerca de 40% dos gastos das 63 entidades assistenciais de Bauru. E, mesmo assim, ainda há entidade que não recebe verba governamental porque ainda não conseguiu ter projeto aprovado ou até cumprir as exigências.
A presidente da Comissão de Educação e Assistência Social da Câmara de Bauru, a vereadora Chiara Ranieri (DEM), acredita que, mesmo se houver aumento de verbas governamentais ainda não será suficiente. “Existem muitas entidades que não recebem nada por parte dos governos. Por isso, se houvesse repasse maior, ainda não seria suficiente, pois o dinheiro extra seria destinado às instituições que ainda sobrevivem sozinhas, apenas com a ajuda da sociedade”, afirma.
A vereadora lembra que, para tentar solucionar parte do problema com a falta de verba, as entidades têm procurado a administração municipal para expor suas necessidades. Quando isso é feito, é avaliadq a possibilidade de fazer um repasse maior. “Os repasses não são fixos e entram no orçamento anual do município, por isso há esta possibilidade. Infelizmente, hoje não tem como ser diferente, a não ser que houvesse algo estabelecido como um valor fixo para todas as instituições”, revela Chiara. “Mas acredito que isso também não seria viável, já que cada entidade tem uma demanda particular e elas não podem ser avaliadas em conjunto”, finaliza. Desde a gestão Nilson Costa, a Prefeitura de Bauru tem repassado 2% do orçamento municipal às entidades assistenciais, o que é considerado um avanço.