10 de julho de 2026
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Empresário quer aumentar o lucro? Respeite o sono do funcionário!

Reinaldo Cafeo
| Tempo de leitura: 2 min

As empresas estão se dando conta que respeitar as necessidades fisiológicas de seus funcionários, mais especificamente o sono, é sinônimo de aumento nos lucros. A questão é simples: há pessoas que rendem mais pela manhã, portanto, são madrugadoras. Entretanto, há outras com hábitos vespertinos, ou seja, detestam madrugar. Entendendo o comportamento dos colaboradores, as empresas começam a flexibilizar os horários de trabalho, adaptando-os a esses hábitos. Evidentemente que algumas funções requerem maior rigor na questão do horário, como recepcionista, ascensorista, entre outras, mas várias funções podem e devem ser flexibilizadas.

Até mesmo a “dormidinha” após o almoço está sendo respeitada. Para muitos, meia hora de sono após o almoço revigora o organismo e o resultado é aumento da produtividade. A legislação trabalhista e as arcaicas relações capital-trabalho são impeditivas para um avanço mais significativo na direção de condições que contemplem qualidade de vida. Contudo, empresas mais abertas, modernas e arejadas já buscam formas de harmonizar seus próprios interesses com os dos funcionários colaboradores.

Isso tudo faz parte de uma mudança em curso, que contempla entender as reais necessidades daqueles que dedicam às empresas suas oito melhores horas do dia, nos 30 melhores anos de suas vidas, garantindo que o trabalho não seja engessado por normas que, se serviram até agora para disciplinar a atuação do quadro funcional, não fazem mais sentido na relação moderna do mundo empresarial.

Até mesmo o meio sindical precisa se render a esta nova realidade e, sempre que possível, estimular os avanços nesta relação. Se o resultado do respeito às reais necessidades dos funcionários é melhorar a qualidade de vida, gerando aumentos nos lucros, já passou da hora de analisar a questão na ótica do ganha-ganha ou nada feito. Empresário: quer aumentar os lucros? Respeite o sono dos funcionários!

O autor, Reinaldo Cafeo, é economista e colunista do JC