Desde fevereiro deste ano, leciono geografia para alunos do ensino médio de uma escola pública estadual. Em tão pouco tempo de exercício do magistério, já pude observar e concluir diversas situações do dia a dia de uma sala de aula. A mais notória situação apresentada, infelizmente, é a falta de interesse e compromisso dos alunos para com o estudo. Para a maioria deles, estudar tornou-se algo ruim e muito chato. A escola deixou de ser um espaço com a finalidade de aprendizagem e tornou-se nada mais do que um ambiente de convívio social de crianças e adolescentes em busca de amizades e paqueras. Geralmente, não há o mínimo de desejo e vontade em aprender os conteúdos necessários. Os alunos estão muito mais preocupados em bater papo dos mais variados assuntos imaginados, menos os pertinentes à aula. Quando é preciso pedir silêncio para ensinar, isso mesmo, ensinar, os professores tornam-se inconvenientes e desagradáveis, gerando grande desconforto. Quando conseguem o precioso período de atenção, a exposição dificilmente ultrapassa cinco minutos, após este período a “sala” já se dispersa novamente. O direito à educação, portanto, está sendo negado pelos próprios alunos que não querem simplesmente aprender. E isso já é fato. E pergunte para eles se estão preocupados?
Eduardo Simini