Admiro muito o trabalho exercido por pessoas que se dedicam a uma causa. Essa dedicação sempre contribui para amenizar o sofrimento alheio. Há quem se volte no auxílio aos doentes, aos idosos, às crianças, aos animais, aos menos favorecidos...e tantos outros.
São seres humanos especiais, que pouco falam mas que fazem muito!!! Que se incomodam perante a dor e não passam indiferentes a tudo que vêem... que se chocam perante qualquer tipo de violência e não se calam... que acolhem e lutam, muitas vezes sozinhos, por ideais que venham a favorecer todo tipo de vida que se encontre em desamparo.
O que me move a escrever para esta tribuna diz respeito a uma reportagem publicada recentemente por este jornal que expôs a difícil situação enfrentada pela senhora Beatriz, que se dedica a cuidar de pouco mais de uma centena de animais em sua casa. Impulsionada pelo amor, acolhe cães e gatos feridos, vítimas do abandono e da violência, com parcos recursos financeiros e a estas criaturas dispõe alimento e cuidados especiais.
Pessoas generosas como a senhora Beatriz precisam e merecem um apoio maior da população, afinal trabalham a favor do bem comum. Além de curar as feridas dos animais, atenuam as imperfeições humanas, ofertando dignidade a todos. São verdadeiras guardiãs. Estão sempre ali... se mobilizando, se doando, fazendo o caminho contrário da violência. São anjos de Deus neste mundo, a retomar o equilíbrio e a amenizar os efeitos dos erros que cometemos pelo caminho.
Que sejamos nós, irmãos em jornada, dotados de discernimento e sentimentos, a estender as mãos e buscar ajudar a quem ajuda, minimizando a difícil carga solitária destas poucas pessoas, que grandiosamente nos dão exemplo de amor incondicional a vida. Como disse Albert Schwweitzer (Nobel da paz – 1952): “Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante”.
Maria Luzia Dias