08 de julho de 2026
Nacional

SP é Estado com mais mortes por gripe

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Campinas - O número de mortes em decorrência da gripe suína no País subiu ontem para 29, com as confirmações de mais quatro mortes no Rio de Janeiro e de outras três em São Paulo. Com isso, São Paulo passa a ser o Estado com o maior número de mortes confirmadas pela doença, 12, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 11, Rio, cinco, e Paraná, um.

Entre os novos casos confirmados está a mais jovem vítima da doença até agora: uma menina de 1 ano e 6 meses moradora do Grande ABC, região metropolitana de São Paulo.

A criança, com histórico de anemia, foi internada em 18 de julho com insuficiência respiratória, apresentou sinais de choque e morreu no mesmo dia, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

Os demais casos de São Paulo são uma mulher de 27 anos, de Valinhos (85 quilômetros de SP), e um estudante de 26 anos, morador de São Paulo, mas que morreu em Itapetininga (172 quilômetros de SP), por onde passava em viagem ao Interior.

De acordo com a assessoria da prefeitura de Valinhos, a vítima, uma mulher de 27 anos, sentiu os primeiros sintomas da doença na última terça-feira e procurou um hospital no dia 17, quando chegou a ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Dois dias depois, ela morreu.

A Secretaria da Saúde também confirmou ontem uma morte que tinha sido divulgada anteontem pela Prefeitura de Osasco (Grande São Paulo).

As quatro vítimas confirmadas ontem no Rio são duas crianças (de 10 e 6 anos), uma gestante de 29 anos (o bebê não sobreviveu) e uma mulher de 39 anos.

A advogada Elenilde da Silva Leão afirmou ontem que a família da gestante pretende entrar com uma ação contra o Estado e uma clínica particular por omissão de socorro.

Ela disse que Aldinete Pereira de Lima estava grávida de sete meses e procurou atendimento médico assim que começou a apresentar sintomas.

Segundo a advogada, no dia 12 ela foi ao hospital estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, na Baixada Fluminense. Dois dias depois, procurou outro hospital estadual, o Albert Schweitzer, em Realengo, e novamente foi liberada sem diagnóstico. Na última sexta-feira, procurou então a clínica particular Prosaúde, de Bangu. “Ela foi hospitalizada às 7h30, mas às 17h ainda não tinha sido atendida. Às 19h, teve uma parada cardiorrespiratória e morreu”, contou a advogada. O bebê, um menino, também não sobreviveu.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio não comentou a denúncia da advogada até às 20h30 de ontem. A reportagem não conseguiu localizar representantes da Prosaúde.