Durante o São João do Nordeste, como julho é chamado por lá, deu tanto paulista em Sergipe que a festança era uma mistura de sotaques.
Sergipano adora paulista, com a recíproca sendo verdadeira. Por conta de um ponto comum entre sergipanos e paulistas, a organização, o destino, lindo, é perfeito para férias sem estresse. Tudo funciona direitinho: seja no aeroporto, na corrida de táxi até o hotel, nos passeios pelas proximidades, até Canindé do São Francisco, Xingó, os cânions, a Grota do Angico (Rota do Cangaço).
Sergipe é um Estado pequeno (com cerca de 75 municípios), convidativo, com uma das maiores rendas per capita do País, onde as coisas funcionam. A começar por sua agradável, limpa e aconchegante Capital, Aracaju, uma cidade planejada, que lembra um tabuleiro de xadrez.
Mesmo no centro, na zona muito próxima dos três mercadões públicos, não se vê lixo jogado pelas calçadas ou áreas públicas. Imagine então a limpeza da imensa orla de Atalaia, onde ficam os melhores hotéis e do Calçadão da Beira-Mar, que na verdade é um mangue, cercado pelos apartamentos mais valorizados da Capital (a avenida 13 de Julho tem o metro quadrado mais caro da cidade).
Limpeza, beleza e respeito com o bem público e com as pessoas. Sergipe dá muito valor a isso. Tanto assim que você poderá caminhar, pedalar, praticar yoga, correr pela orla e pela Beira-Mar que terá durante todo o dia assistência de paramédicos e a vigilância de policiais durante as 24 horas. Meça a pressão, confira os batimentos cardíacos e curta esse lugar aprazível para se ser feliz.
Cada vez melhor
Aracaju, Capital do “pequeno notável” que mesmo espremido entre Bahia e Alagoas provou seu grande valor, abriu os braços também para o turismo. Para quem chega de fora e para seus filhos, colocou à disposição uma série de melhoramentos que deixaram sua orla marítima e o seu centro histórico mais atrativos.
Mais de R$ 30 milhões foram investidos em equipamentos voltados para o lazer, recreação, gastronomia e manifestações culturais na praia de Atalaia que se tornou a mais bonita do Brasil - um calçadão largo, imenso, com tudo que o visitante deseja para curtir dias de sol e brisa suave que sopra do mar.
Ganhou quadras esportivas, de futebol de salão, pistas de kart, fontes luminosas, praça de eventos, oceanário em forma de tartaruga e o arraial do povo que se transforma em junho, durante o “São João”, numa imensa cidade cenográfica com forro, comida, quentão e réplicas de lugares históricos do Estado.
Mercados públicos
No centro, a área que engloba os três mercados públicos foi reformada, ampliada e ganhou vitalidade, preservando suas características arquitetônicas, a história e a cultura e foi inaugurada a imponente ponte construtor João Alves, ligando a cidade à Ilha de Santa Luzia - que até lembra a Ponte Espraiada ou Jornalista Roberto Marinho, da capital paulista.
Na portaria do hotel você pode contratar uma agência de turismo para te levar de cabo a rabo, como a Viver Viagens Turismo & receptivo (www.viverturismo.com.br (79) 3217-4306).
Ou mesmo contactar um taxista. O meio de transporte é rápido, barato e eficiente na capital. Uma dica para iniciar seu tour: comece pela orla de Atalaia passando pelo farol da orla e siga pelo nobre bairro Coroa do Meio, pelo Shopping Riomar. Em seguida faça uma parada na 13 de Julho, siga em direção ao centro histórico com mais uma parada no mercado central (grande fonte de artesanato, comidas, bebidas típicas e folclore).
Continue o passeio à Prainha do Bairro Industrial para visitar o mais novo cartão postal do Estado (a ponte construtor João Dias - Aracaju/Barra dos Coqueiros).
Suba até a Colina do Santo Antônio (santo casamenteiro), um monumento neogótico pertencente à Ordem 3ª de São Francisco, onde é possível obter uma visão panorâmica de toda a cidade.
Retorne ao centro histórico e visite a Catedral Metropolitana, uma belíssima arquitetura do estilo neoclássico e gótico e ao lado da igreja, o Centro de Turismo que oferece bordados e rendas finas típicas do Estado.
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Palácios
Um pouco mais à frente fica a praça Fausto Cardoso composta dos palácios Fausto Cardoso, Olimpio Campos e a Ponte do Imperador.
Antes de voltar ao hotel - caso esteja na Orla de Atalaia - peça para o guia ou taxista parar em frente da casa do lendário Zé Peixe para tirar fotos. Com mais de 80 anos, ele continua vencendo a nado os 1.500 metros do rio Sergipe, que separa Aracaju da Ilha de Santa Luzia, servindo, no passado, como guia para que os grandes navios atracassem no porto da cidade, sem risco de baterem em bancos de areia.