São Paulo - O governo José Serra lança na semana que vem programa de concessão de auxílio mensal de R$ 210,00 a 40 mil desempregados em São Paulo. Para dobrar o número de beneficiários, o Estado reduziu em 34,37% o valor originalmente previsto para o seu bolsa-qualificação. O programa terá vigência de três meses, mas poderá ser reeditado no ano eleitoral de 2010.
Pelo projeto original, anunciado em abril, seriam concedidas 20 mil bolsas de R$ 320,00 mensais, contemplando a metade dos inscritos em cursos de qualificação profissional oferecidos pelo Estado. Mas o governo decidiu estender o auxílio aos 40 mil alunos do programa. A concessão da bolsa exigiu um aporte extra de R$ 20 milhões. O programa deverá consumir R$ 100 milhões.
Para sua implantação, o governo descongelou R$ 23,3 milhões do orçamento da Secretaria de Emprego e Trabalho. “É o dobro (de beneficiários), não pela metade (do benefício]”) disse o secretário Guilherme Afif Domingos. Segundo Afif, a intenção é mitigar os efeitos da crise, porque “hoje, há maior dificuldade de recolocação”.
Na seleção, terão prioridade os trabalhadores com idade entre 30 e 59 anos, que já estejam sem receber o seguro-desemprego e não tenham concluído o ensino fundamental. Os interessados poderão se inscrever no site do Emprega São Paulo (www. empregasaopaulo.sp.gov.b) - que reúne cadastro de vagas - e nos postos de atendimento ao trabalhador.
Creditado num cartão de saque único, o pagamento será condicionado à freqüência nos cursos, que somarão 200 horas, 120 em aulas de reforço do ensino fundamental.
As matrículas estarão abertas na primeira semana de agosto e os cursos - de baixa complexidade, como construção civil - serão iniciados no dia 10. O programa faz parte de um pacote anunciado pelo governador paulista José Serra - potencial candidato do PSDB à Presidência em 2010 - em um esforço para mostrar capacidade de reação à crise mundial.