07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

TABU NO CLÁSSICO

O principal destaque da 14ª rodada do Campeonato Brasileiro é o jogo entre Palmeiras e Corinthians, segundo e quarto colocados, respectivamente. O tradicional clássico paulista tem um tabu em jogo, que já dura 105 dias. Nessa partida no Prudentão, o Alviverde tenta reabilitar-se da derrota para o Goiás, e marca a despedida de Jorginho, que a partir de amanhã, volta a ser auxiliar técnico, desta vez de Muricy Ramalho. As novidades do time são Maurício Ramos, Pierre e Ortigoza. No Corinthians, Jucilei continua ocupando a vaga que pertencia a Cristian, enquanto Diogo é o novo substituto de André Santos. Alessandro e o capitão William retornam, após ficarem de fora na rodada passada, quando o Corinthians venceu o Vitória. Há quase três anos, o Timão não vence o Verdão. A última vitória foi em outubro de 2006, por 1 a 0, pelo Brasileirão. Depois disso, aconteceram cinco clássicos, com ampla vantagem para o clube do Palestra Itália, com quatro vitórias e um empate. Os corintianos tentam também ganhar pela primeira vez dos palmeirenses na Era Mano Menezes, embora sejam apenas dois jogos, ambos pelo Paulistão - derrota de 1 a 0, em 2008, e empate por 1 a 1, este ano. São 92 anos de confronto entre os ferrenhos rivais, num total de 330 clássicos. O Palmeiras leva vantagem, com 119 vitórias, contra 112 do Corinthians. Foram registrados 99 empates.

TABU NA VILA

Tabu em jogo também no duelo entre Santos e Flamengo. Há mais de 33 anos, o Rubro-Negro não vence o alvinegro praiano na Vila Belmiro. A última vitória do Fla foi num amistoso em 1976, por 1 a 0, gol do lateral Vanderlei, agora o famoso Luxemburgo - que por sinal, comanda o Peixe pela segunda vez neste Brasileiro. Com Luxa, o Santos venceu o Atlético-PR por 1 a 0. O Flamengo empatou em 1 a 1 com o Barueri, resultado que sentenciou a dispensa do técnico Cuca.

DESAFIO TRICOLOR

Depois de vencer o Santos e empatar com o Inter, o São Paulo testa sua reabilitação. Mas a tarefa de hoje à noite, na Arena Barueri, não será nada fácil para o Tricolor, pois o time da casa atravessa excelente fase. O Barueri está a um ponto do G-4 e só perdeu uma vez no Brasileirão, para o Corinthians, na terceira rodada. O time da Grande São Paulo tem uma invencibilidade de dez jogos, com cinco vitórias e cinco empates. Já os são-paulinos estão a três pontos da zona de rebaixamento, e ainda não venceram dois jogos seguidos sob o comando do técnico Ricardo Gomes. O São Paulo tenta quebrar outro tabuzinho, o do jejum de vitórias fora de casa, que já dura quatro meses. A última vitória longe do Morumbi foi contra o Noroeste (2 a 1), no Paulistão deste ano.

DÁ-LHE, NORUSCA

Depois de vencer o Rio Preto e ser atropelado pelo Linense, o Noroeste pega o Mirassol, que ainda não venceu na Copa Paulista. O jogo começa às 11h e marca a estréia do técnico Paulo Roberto Santos.

AMADORZÃO

Além do Fluminense, já garantido, o Oriente pode carimbar hoje vaga nas quartas-de-final do campeonato da Liga Regional, se vencer o Estrela, no distrital da Bela Vista. Mas o Estrela é forte, está no páreo e só a vitória interessa. O jogo de maior apelo será no Mirante, entre Laranjeiras e Geisel. O vencedor fica em ótima situação.

EMOÇÕES

Garça 0 x 1 Noroeste, de 1970, revivido sexta-feira, nesta coluna, emocionou várias pessoas. Entre elas o Luisão, que através do Gabriel Pelosi pediu a publicação da ficha daquele jogo. Chiquinho, goleiro do Noroeste naquele ano, também ficou emocionado. E nos corrige afirmando que o gol da vitória foi de Mário Augusto e não de Ramos. Cometi outro equívoco. Eduardo Ribeiro, brilhante advogado de São Manuel, lembra que o Garça tinha realmente um jogador chamado Tota, mas na partida contra o Norusca, quem atuou na zaga foi Tuta. De outro lado, o noroestino são-manuelense acha que o primeiro turno, em Bauru, foi 2 a 0 para o Garça. Não, foi 2 a 1.

VOANDO BAIXO

Após vencer seis das primeiras sete corridas, Jenson Button, líder do Mundial de Fórmula 1, larga apenas em oitavo lugar no Grande Prêmio da Hungria. Seu companheiro de Brawn, Rubens Barrichello, sai mais atrás ainda. Dois anos depois, Fernando Alonso, o espanhol da Renault, conquista a pole. O treino de ontem foi marcado pelo forte acidente sofrido por Felipe Massa. O brasileiro da Ferrari não corre hoje, mas felizmente está fora de perigo.

CURIOSIDADE

Hoje, os pentacampeões mundiais Marcos e Ronaldo serão adversários pela primeira vez. Apesar da idade semelhante, os dois jamais se enfrentaram na carreira.

MEMÓRIA

Decisão do Campeonato Brasileiro de 1996: Grêmio 2 x 0 Portuguesa, no Olímpico, gols de Aílton e Paulo Nunes. Árbitro: Márcio Rezende de Freitas. Grêmio: Danrlei; Arce, Rivarola, Mauro Galvão (Luciano) e Roger; Dinho (Aílton), Luiz Carlos Goiano, Émerson e Carlos Miguel; Paulo Nunes e Zé Alcino. Técnico: Luiz Felipe Scolari. Portuguesa: Clemer; Valmir, Émerson, César e Carlos Roberto; Capitão, Gallo, Zé Roberto e Caio; Rodrigo Fabri e Alex Alves. Técnico: Candinho.

AQUELE ABRAÇO

Pedro Luiz Tavarez, do Parque Jaraguá, gosta do nosso trabalho, e diz que ficou sabendo através desta coluna que Zagallo e Dunga já participaram de jogos em Bauru. Como técnico do Botafogo-RJ (Brasileiro de 78) e jogador do Corinthians (Paulistão de 85), respectivamente. Pedro Luiz, aquele abraço.