08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Fazer jornal


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Balzac era advogado. Mas, contra todas as objeções da família, resolveu viver de escrever. E escreveu a vida inteira. A maior parte das vezes, não por prazer, mas por pura necessidade. “Preciso ganhar treze mil francos com a minha pena no próximo mês”, comentava ele com um amigo em 1842. “Estar para sempre criando!... Até Deus só criava durante seis dias!”, queixava-se.

É claro que Balzac, como todo mundo que vive de criar, adorava o que fazia. Enterrar-se “nas profundezas do trabalho e da criação, dores têm a vantagem de fazer a gente esquecer outros sofrimentos”, é mesmo muito gratificante. Contudo, é menos fácil do que pode parecer a primeira vista. Principalmente, quando se tem dia e hora para concluir a criação, volta e meia se é interrompido e se está permanentemente sujeito à crítica.

Aprender a conviver com isso é o desafio de quem escolheu, como profissão, fazer jornal. Afinal, nunca podemos nos esquecer que dos “10 mandamentos da qualidade”, os três primeiros dizem:

1º - A qualidade sempre pode ser melhorada.

2º - A qualidade é de interesse, geral...

3º - Algumas das melhores idéias virão das fontes mais inesperadas...

Se você é jornalista, parabéns! Se você estuda estuda comunicação – Jornalismo – vá em frente! Escolheu uma excelente profissão!

João Álvares - da Associação Paulista de Imprensa