09 de julho de 2026
Ser

‘Devemos sempre buscar o algo a mais’

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

O ser humano é movido a desafios. Ainda mais dentro do mundo corporativo. Essa é a avaliação de Eric Garmes de Oliveira, diretor institucional e jurídico de uma das maiores empresas de Bauru. Segundo ele, devemos sempre buscar o algo a mais na vida profissional, a fim de evitar que o comodismo e até mesmo o desânimo limitem as nossas ações.

Devido à posição em que ocupa na empresa, Eric diz que não pode se dar ao luxo de pensar apenas em si mesmo. Sua preocupação tem de ser com o coletivo e suas decisões afetam diretamente as pessoas que trabalham no local. “Assim, não podemos ser egoístas de achar que está bom e deixar sua empresa pouco competitiva e defasada dentro do mercado”, justifica.

Se Eric, por força de seu cargo, se resigna a ser um eterno insatisfeito na vida profissional, no plano pessoal a situação é outra. Em sua vida particular, ele se considera plenamente realizado e diz curtir cada momento que tem ao lado da mulher Gabriela, da filha Ana Gabriela, do restante da família e dos amigos que conquistou ao longo da vida.

Ele conta que, ao iniciar a vida profissional, não sabia ao certo onde poderia chegar. Depois de percorrer um caminho cheio de erros e acertos, conquistou seu espaço e atualmente aprecia, a cada dia, a conquista do sonho de ser um empreendedor bem-sucedido. E para ter o prazer de continuar vivenciando esse sonho, ele diz que não pode parar. Por isso, tem mais metas a serem alcançadas.

“Quando as coisas vão dando certo, vai aumentando o desejo de melhorar cada dia mais. Na verdade, é algo contínuo, não acaba nunca”, afirma. “É preciso ter em mente que a conquista é o passaporte para um novo desafio”, diz.

Sacrifícios

Mas tudo tem um preço. Como aconteceu no passado, Eric sabe que para alcançar seus novos objetivos terá de sacrificar a vida pessoal. “É quase impossível conseguir algo sem tomar o tempo da vida pessoal, mas é fundamental administrar bem seu tempo para que não seja prejudicada a família, o convívio com os amigos, o lazer. Afinal, tempo é vida, e não dinheiro (que é pura conseqüência), como muitos pensam ou pensavam.” Ele confessa que, ao longo de sua carreira, em muitas escolhas que fez não soube dosar bem isso e acabou renunciando a alguns prazeres pessoais.

A assistente social Maria Inês Gândara Graciano, diretora da Divisão de Apoio Hospitalar do Centrinho, é outra que está sempre buscando algo a mais. Ela se auto-intitula uma pessoa sonhadora, diz já ter realizado vários sonhos e que procurou, e ainda procura, curtir todos.

Segundo ela, as conquistas tiveram início com seu ingresso na faculdade, quando cursou serviço social. Depois realizou o sonho de ser mãe - hoje tem três filhas, todas, segundo ela, bem encaminhadas profissionalmente.

Outro sonho era morar um tempo no Exterior. Maria Inês esteve no Estados Unidos e na Inglaterra. Recentemente, realizou outro grande sonho, que era ter seu nome grafado em um livro. Isso ocorreu com o lançamento de “Cidades e Questões Sociais” e “Fissuras Labiopalatinas - Uma Abordagem Interdisciplinar”, para os quais ela colaborou com um capítulo em cada um. O próximo sonho é escrever um livro só dela.

“Procuro tirar o máximo de experiência das coisas que vou conquistando. Com isso, eu amadureço”, diz. Por causa da vida profissional, Maria Inês frisa que também está se impondo novos desafios. Trabalhando no Centrinho há 36 anos, ela diz que está sempre desenvolvendo projetos novos. Além disso, atua como pesquisadora, orientadora e professora, e ainda toca violão na missa, porque ninguém é de ferro. “Eu me sinto uma pessoa realizada, mas nunca acomodada”, dispara.