De repente, a pessoa olha para si, analisa a sua realidade e objetivos e acha que aquilo tudo que conquistou traz satisfação e momentos felizes. Mas o coletivo cobra outras coisas e esse indivíduo acaba achando que todo seu esforço, conquistas e o que está vivendo não são suficientes para preencher sua existência.
Cobranças como a melhor casa, carro, bairro, ser bem sucedido no casamento, no trabalho, com os filhos, etc, são exigências e cobranças sociais capazes de gerar conflitos internos e que incentivam exageros na dose para conseguir sempre mais. E é no exagero que o problema pode se tornar ainda maior.
No campo material, por exemplo, a pessoa acaba descuidando da família ou criando conflitos com colegas de trabalho devido à competitividade e à busca pelo que o outro tem e que essa pessoa considera melhor do que o que possui.
Para Helenice Cristina Azevedo e Silva, psicoterapeuta e analista de abordagem junguiana, olhar para si e achar que tudo o que tem ou conseguiu não é suficiente para ser ou estar feliz, acaba frustando e tornando o indivíduo pessimista e até mesmo deprimido. “Já vi pessoas nesse estado porque não conseguiram trocar o carro no final do ano”, conta.
Mas será que ela precisava do carro novo? O que é necessário, de acordo com a psicoterapeuta, é uma avaliação pessoal para saber diferenciar a necessidade individual da coletiva.