Os vereadores pediram sobrestamento por duas sessões ordinárias de três projetos de leis, ontem, durante sessão do Legislativo. O primeiro projeto, de autoria do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), dispõe sobre o Sistema de Restrição Funcional. Levantamento recente feito pela Secretaria Municipal de Administração revelou que a Prefeitura de Bauru tem 201 servidores em desvio de função, nas 14 pastas do governo e no Gabinete do prefeito. No estudo, não estão considerados os funcionários em funções gratificadas que, segundo avaliação do Departamento Jurídico, não se encontram em desvio de função.
O vereador Roque Ferreira (PT), que já havia pedido sobrestamento deste projeto, solicitou novamente o artifício para que seja apresentado um substitutivo. Já o colega de bancada, José Carlos Batata, sobrestou o projeto também de autoria do Executivo, que autoriza o município a aderir aos sistemas de registro de preços de outros órgãos ou entidades e disponibilizar as de Bauru para os demais.
Por último, o vereador José Roberto Segalla (DEM) pediu adiamento do projeto de lei de autoria do vereador Roberval Sakai (PP), que transforma em corredor comercial e de serviços o quarteirão 2 da rua Homero Chermont, no Jardim Brasil. O demista afirmou que prefere analisar melhor a matéria.
Em discussão única, a Câmara aprovou, por unanimidade, o projeto de autoria da Mesa, que autoriza convênio do Legislativo com a DrogaRio de Bauru. Outro projeto, de autoria do presidente da Câmara, Pastor Luiz Carlos Barbosa (PTB), que dá nome de Angelina de Lima Pereira a uma praça pública da cidade.
Por fim, os parlamentares aprovaram a moção de apelo ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB), para que os parlamentares rejeitem o projeto de lei número 3677/08, que modifica a regulamentação que estabeleceu o monopólio postal no Brasil. De autoria do vereador Roque Ferreira (PT), a aprovação da moção contou com a presença de funcionários dos Correios e muitos discursos inflamados pela defesa da estatal por parte dos vereadores.