10 de julho de 2026
Nacional

Bovespa sobe 0,17% e chega ao maior nível em dez meses


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São Paulo - Os sinais de recuperação na economia americana foram mais fortes que a tentativa de realização de lucros e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou o dia com mais uma alta ontem, chegando ao ponto mais alto desde setembro do ano passado.

O mercado local seguiu Wall Street de perto ontem: depois de abrir em alta, caiu quase 1% após a abertura negativa das Bolsas americanas, e foi se recuperando ao longo do dia conforme os investidores voltavam para as compras.

O Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador da Bolsa paulista, fechou com alta de 0,17%, aos 54.548 pontos. É a maior pontuação desde 1 de setembro do ano passado (55.162 pontos). Apesar do otimismo, o movimento de negócios foi fraco, com um giro financeiro de R$ 4,132 bilhões - a média diária do ano está na casa dos R$ 5 bilhões.

No mercado americano, a principal notícia do dia foi a venda de casas novas no mês de junho, que trouxe um resultado dúbio o suficiente para dar espaço para uma realização de lucros pelos investidores.

Segundo o Departamento do Comércio, a venda cresceu 11% em junho, a maior taxa desde novembro do ano passado e a terceira alta seguida para o índice. O dado veio muito maior que o esperado pelos analistas - alta de 2,3%- e justificou o otimismo que prevaleceu em Wall Street ontem.

Apesar da alta ao final dos negócios, as ações mais negociadas do dia apresentaram quedas. As exceções ficaram para os papéis da mineradora Vale - as preferenciais classe A subiram 0,77% - e as ordinárias do Banco do Brasil, com avanço de 0,43%. A preferencial da Petrobras, a mais negociada na Bovespa, caiu 0,15%.

Entre as ações listadas no Ibovespa, as maiores altas foram de Sabesp ON (7,41%), VCP PN (5,87%) e Souza Cruz ON (5,85%). As maiores quedas foram de Net PN (-2,76%), Duratex PN (-2,39%) e TIM Participações PN (-2,23%).