10 de julho de 2026
Nacional

Penitenciária é favorável à liberdade de Suzane Richthofen; MP é contra

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Embora o parecer da Promotoria tenha sido contrário à progressão de Suzane von Richthofen ao regime semiaberto, o parecer técnico da penitenciária de Tremembé (a 147 quilômetros de São Paulo) - onde ela está presa - foi favorável à liberdade da jovem. A avaliação da prisão foi um dos quesitos analisados pelo promotor Paulo José de Palma, da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Taubaté (a 140 quilômetros de São Paulo), para compor seu parecer, emitido ontem.

Suzane foi condenada a 38 anos de prisão em regime fechado por participar do homicídio dos pais - ocorrido em 2002. Além da avaliação da prisão, a jovem foi submetida a exames criminológicos, realizados por dois psicólogos, um assistente social e dois psiquiatras.

Para o psiquiatra forense Guido Palomba, no entanto, o parecer da penitenciária não tem relevância quando se mede a periculosidade de um preso. “O parecer da penitenciária, para fins de periculosidade, não tem valor nenhum”, afirmou.

“Comportamento bom de prisioneira não quer dizer absolutamente nada. As circunstâncias dos piores presidiários, aqueles que são articulados, são manipuladores, são irrecuperáveis, é o bom comportamento. Eles sempre mostram bom comportamento, principalmente os manipuladores”, disse o especialista.

“Manipulador” também foi adjetivo usado pelo promotor da VEC de Taubaté para descrever Suzane e, por conseqüência, dar um parecer contrário à liberdade dela. “Ela tem um comportamento dissimulador e manipulador e, portanto, não reúne condições para voltar à liberdade, pelo menos, não neste momento”, disse.

Para compor o parecer técnico sobre a detenta, participaram sete funcionários da penitenciária de Tremembé, sendo que todos consideraram que ela já possui os requisitos necessários para migrar para o regime semiaberto.