08 de julho de 2026
Nacional

Paranóia diminui na Argentina


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Buenos Aires - Com o contágio pelo vírus da gripe suína em queda, a Argentina, onde ao menos 259 morreram por causa da doença, deixa de lado a “paranóia”.

As aulas, que haviam sido suspensas para evitar propagação da gripe, serão retomadas amanhã em diversas regiões. Em províncias (Estados) em que as atividades letivas voltaram na última semana, porém, a abstenção foi grande. Já na Capital, os portenhos dão mostras de que se tranqüilizaram.

Embora o governo argentino afirme que a volta às aulas é uma medida amparada no veredicto de infectologistas e que os estudantes não estarão sujeitos a grande risco, a administração de Buenos Aires prorrogou por mais uma semana a licença de trabalho para as funcionárias grávidas.

Desde o último dia 23, cerca de 80 mil pessoas visitam diariamente um lugar fechado, para lazer. Essa é a média de público do gigantesco centro de convenções La Rural, no bairro de Palermo, onde ocorre uma exposição de produtos e equipamentos agropecuários.

Por conta da exposição, turistas de todo o país lotam os hotéis da região, que sofreram o impacto da queda do turismo estrangeiro em julho passado.

“Foi terrível. Tivemos centenas de cancelamentos de reservas, sobretudo de clientes do Brasil e do Uruguai, países que recomendavam não viajar à Argentina”, afirma Ramiro Aimi, recepcionista de um hotel.

Pai de um garoto de 4 anos e de um bebê de 9 meses, Aimi procurou manter seus filhos em casa nesse período. “Mas tentei não entrar na paranóia da gripe.”, diz o recepcionista.

Emanuel Mila desconfia não só da credibilidade das informações sobre a gripe transmitida pelas secretarias de saúde, mas também da origem do vírus.

“Essa gripe veio muito a calhar para os laboratórios farmacêuticos. Sabemos que há armas químicas e que os vírus também podem ser criados”, diz Mila.