08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Ermídio Dainesi Júnior


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Nascido há quase setenta anos nesta cidade, Ermidio casou-se em 1967 com uma também bauruense e fabricava quepes para os ferroviários, motoristas de coletivos, taxistas e até carteiros. Tempos difíceis, mudaram-se para o Vale do Ribeira até que conseguissem fazer pontos e conquistassem o direito de lecionar por estas bandas. Tiveram quatro filhos, um, Alexandre, faleceu precocemente. Voltando a Bauru pela metade da década de 70, a esposa lecionando no Estado e Ermidio trabalhando no ramo de seguros. Ermidio não era coronel, doutor e muito menos político.

Ele era um cara simples, tipo “olha, se precisar, estarei aqui”. Companheiro de labutas, pescarias, trucadas, bate-bolas e companheiro de companhia mesmo. Daqueles que fazem uma falta danada. Praticamente criou o único neto que Deus lhe deu. Nos últimos anos a saúde foi-lhe escapando. Cada dia mais, até que em 28/07/2009 seu corpo ficou vazio. Deus estava precisando de algum camarada sem nenhuma maldade e totalmente alheio a falcatruas. Aí, Ele o levou. Aproveite bem o Ermidio, Senhor.

João Carlos Rafael