Um comércio forte que atenda as necessidades dos turistas e “migrantes” que chegam com gostos mais apurados e dinheiro no bolso. É essa a intenção da maioria dos comerciantes piratininganos. Luiz Fernando Valeriano de Barros que está no comércio local há 25 anos é um dos idealizadores do movimento. “Estamos nos organizando. A prefeitura vai nos ajudar. Não podemos ter um comércio totalmente dependente de Bauru. Eu luto por uma associação comercial que responda aos interesses dos comerciantes e do consumidor.”
Barros aponta como necessidade urgente a consulta ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). “Atualmente tem meia dúzia de comerciantes que consultam, os demais não. Isso acarreta em prejuízos. O consumidor mal intencionado compra de um e não paga. Vai no outro e compra, porque não há consulta ao SPC.”
Pelas contas do comerciante, na cidade há cerca de 100 estabelecimentos comerciais. “Não temos um levantamento exato. Na campanha do Dia dos Pais, estamos em 60.”
Para Barros, que está no ramo de confecções, cama, mesa e banho e calçados, de uns cinco anos para cá o comércio piratiningano mudou. “A chegada dos novos moradores exigiu uma certa sofisticação do comércio. Há 10 anos meu cliente era menos exigente. Hoje, tenho que ter produtos de qualidade e preço para atender a demanda. Estou me adaptando ao gosto dos consumidores que chegam de todas as cidades do País como turista ou “migrantes”.
Na opinião dele, ainda há muita coisa a ser feita no comércio. “Queremos abrir as lojas aos domingos para atender o turista que vem para o Águas Quentes. Eles acabam indo para o shopping de Bauru que fica aberto aos domingos. Aqui é preciso tornar a cidade uma estância turística.”
Ele frisa que nos últimos anos muitas boutiques foram abertas na cidade, perfumaria, confecção e calçados. “As lojas foram se sofisticando. A tendência é melhorar. Queremos uma choperia, uma churrascaria, enfim opções de vida noturna. Um empreendedor que abrir uma choperia de boa qualidade aqui, vai ganhar muito dinheiro, especialmente no verão”, sentencia.
Galeria
Uma galeria de lojas e um bebedouro de água para animais fazem parte da paisagem bucólica de Piratininga que, ao mesmo tempo que tem casas de alto padrão, ainda conserva as de madeira. Tendência contemporânea, as lojas da galeria chegam para mostrar que são diferentes e apostam no atendimento do perfil do novo morador.
Mariellen Alvarez, filha do proprietário confirma: “Meu pai construiu seis lojas e pensou em fazer algo diferente para atender tanto o piratiningano como os turistas e novos moradores. Todas as lojas estão alugadas.” Fisioterapeuta e esteticista, ela se instalou em uma das salas e garante que os clientes chegam de Bauru, Pederneiras e Paulistânia. De olho no mesmo cliente, Elizabeth Mandeli Queiroz alugou uma sala ao lado da esteticista para vender confecções e tem produto diferenciado, de grife. A farmácia que abriu ao lado, segue o embalo e fica aberta até as 22h, também na conquista dos turistas e “migrantes”.