09 de julho de 2026
Regional

Ex-coroinha quer a beatificação de frei Gregório em Agudos

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Agudos - Um funcionário do Seminário Santo Antônio deu início à primeira fase do processo para pedir ao Vaticano a beatificação do frei Gregório Jonscher, ex-professor do seminário e capelão da Paróquia Santo Antônio em Agudos (18 quilômetros de Bauru).

Frei Gregório chegou ao município em 1953 e morou na cidade até a sua morte, em 2005, aos 85 anos. Coroinha do frei por 17 anos, o funcionário do seminário, Rinaldo Andruciolli, que também trabalha como assessor na Câmara Municipal da cidade, explica que muitas pessoas o tem procurado dizendo que alcançou graças após orar pelo religioso. O que o teria motivado a pedir a sua beatificação à Igreja Católica.

Para tanto, Andruciolli já escreveu a oração de devoção particular e a entregou, em maio do ano passado, para a análise do Bispado de Bauru. Esta é a primeira etapa do processo de beatificação. Junto com a oração também entregou uma carta do vigário provincial com o apoio da Ordem Franciscana, cujo religioso era integrante. “Além disso, existem cartas de apoio da paróquia São Paulo, Santo Antônio, do poder Executivo e Legislativo de Agudos e da comunidade”, afirma.

Relatos

Andruciolli criou em 2005 o projeto “Viva a Memória Frei Gregório”, com a exposição de objetos do religioso na Paróquia Santo Antônio. “Desde então, diversas pessoas dizem que têm alcançado graças através dele”, comenta. O próprio Andruciolli ressalta que também viveu uma experiência com sua família. Seu pai, já falecido e que não podia andar debilitado pelo câncer, teria pedido em devoção ao religioso, e voltou a andar.

“Ele ouviu da boca do médico que estava condenado a andar na cadeira de rodas. Minha família tinha muita amizade com frei Gregório, e neste período de tratamento do meu pai foi quando o frei faleceu. À noite meu pai orava para ele dizendo que gostaria de voltar a andar, e ele voltou a andar”, relata.

Andruciolli lembra também de um fenômeno que teria ocorrido na época da morte do religioso no Hospital de Agudos. “Quando foi retirado o corpo dele do quarto para arrumar para o velório, o quarto ficou cheirando rosas. E não havia flores e nem perfume no local”, conta.

O pedido depende agora da análise do bispo dom Caetano Ferrari. “Eu encaminhei ao bispo, que na época era o dom Guedes, pedindo a aprovação por parte dele desta oração”, conta.

Frei Gregório nasceu em 8 de agosto de 1920 na cidade de Curitiba (PR). Em 1934 ele ingressou no Seminário de Rio Negro, sendo admitido como noviciado em 1940 na cidade de Rodeio (SC). Em 1942 iniciou os estudos de filosofia, mas somente em 1944 fez os votos perpétuos na Ordem Franciscana. Depois foi ordenado diácono, presbítero e acabou se mudando para Agudos em 1953, onde se tornou professor e vigário paroquial, além de idealizador e criador do Museu Escolar do Seminário Santo Antônio.

Frei Gregório faleceu no dia 19 de março de 2005 e foi sepultado no cemitério do Seminário Santo Antônio. Em junho de 2007, a Prefeitura de Agudos, a pedido do vereador Nélson Ayub, denominou a via que liga a cidade ao seminério como acesso “Frei Gregório Jonscher”, em homenagem ao religioso.