Saudade, muita saudade, foi este sentimento que deve ter acometido muitos bauruenses, eu inclusive, ao lermos o artigo do Zarcíllo Barbosa, neste domingo. Na minha infância, morei por muitos anos na quadra 8 da Araújo Leite, portanto, muito próximo ao rio Bauru e ao Ribeirão das Flores, e sempre íamos vê-los. A garotada debruçava-se na ponte que existia na Marcondes Salgado, na esquina das instalações da Antártica e ficávamos alegremente vendo os objetos que boiavam no rio (antes de ser canalizado) e nem ligávamos para o cheiro horrível que se desprendia do mesmo. Aos domingos íamos na ponte do Cedro, onde piaus e corimbas nadavam ao lado dos banhistas que improvisaram uma prainha no local.
Já o Rio Tietê para nós, paulistas, é ícone, lembrei-me dele até durante o passeio de barco no rio Sena em Paris, sonhei que este mesmo passeio poderia ser realizado na cidade de São Paulo, com o rio despoluido e piscoso como era antigamente. Em Buritama, pode-se fazer um passeio de barco pelo Tietê até com eclusagem. É um passeio lindo, com refeições a bordo e parada para um banho em uma de suas prainhas. No dia que eu fiz este passeio havia um holandês a bordo e estava maravilhado com tudo que via. Nós, bauruenses, paulistas e brasileiros devemos sim lutar e muito para a preservação dos nosso rios, como nos é sugerido no artigo do Renato Cardoso (domingo). A água é um bem que nos foi dado por Deus e tenho certeza que Ele nos cobrará sobre o uso que fizermos dela. Vamos poluir menos nossas águas para legarmos aos nosso descendentes uma cidade, um Estado, um país maravilhosos para se viver.
Vera Maria Braz Andre Cruz