Tegucigalpa - Estudantes e policiais entraram em confronto ontem, em uma universidade de Tegucigalpa, após uma manifestação pelo retorno do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.
Os universitários fecharam, ao meio dia (15h em Brasília), as ruas no entorno do campus da Universidade Nacional Autônoma de Honduras como sinal de protesto. Com o início da repressão policial para liberar as vias, eles se refugiaram na universidade.
Os estudantes exigiam o retorno imediato de Zelaya, deposto em um golpe de Estado em 28 de junho. Funcionários da universidade que tentaram negociar com os policiais foram agredidas com cacetetes, incluindo a reitora.
Posição americana
Depois de um mês da deposição de Zelaya, e uma mediação internacional sem resultado, a solução parece estar nas mãos dos Estados Unidos, que mantêm uma posição morna. Washington condenou a deposição de Zelaya e suspendeu a ajuda militar à empobrecida nação da América Central, mas tem evitado tomar atitudes mais agressivas, como retirar o embaixador e os militares do país ou impor sanções comerciais.
Em uma carta divulgada ontem, o Departamento de Estado dos EUA disse que a política norte-americana para resolver a crise em Honduras não tem como objetivo ajudar nenhum indivíduo em particular e ainda criticou atitudes “provocativas” de Zelaya.
Paradoxalmente, enquanto antes se criticava o intervencionismo dos EUA na AL, agora um esquerdista como Zelaya pede que o país aperte o cerco ao governo de fato de Honduras, justamente quando o governo Obama quer uma relação mais equilibrada com a região.