A gripe suína - Influenza A (H1N1) - provocou reação institucional do Legislativo e promoveu discussão sobre o conteúdo da sessão da próxima segunda-feira contar com abordagem específica em relação à doença. É que os vereadores, preocupados com a disseminação do vírus, discutiram ontem a suspensão dos discursos na tribuna livre da sessão para dar espaço ao secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, e à diretora do Departamento Regional de Saúde (DRS-6), Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira, falarem da doença e ampliar o esclarecimento à população sobre o assunto.
Além do reforço na orientação através dos agentes públicos que gerenciam os serviços de saúde, os parlamentares consideraram que o fato da sessão ser transmitida ao vivo em produção da TV Câmara e através de gravação realizada pela rádio Auri-Verde reforçam a intervenção institucional pela massificação da discussão da doença.
No encontro de ontem, os parlamentares propuseram a leitura dos requerimentos na primeira fase da sessão, a orientação sobre o Influenza A no intervalo e, em seguida, a realização da pauta de votação, que conta com projetos importantes como o de unificação de 15 taxas de polícia relativas a alvará de localização, instalação e funcionamento de empresas no Município, instituindo a Taxa Única de Fiscalização de Estabelecimentos (TUFE), e ainda o projeto que revoga parágrafo da lei sobre o Sistema de Restrição Funcional.
O possível contágio pelo Influenza A (H1N1) já havia mudado rituais da Igreja Católica. Há cerca de duas semanas, a Diocese de Bauru suspendeu o abraço da paz e a entrega da hóstia na boca do fiel, dois atos litúrgicos tradicionais durante as missas. Os padres foram orientados a recomendar que os fiéis não dêem as mãos uns aos outros na oração do Pai Nosso durante a celebração e a retirar a água benta comunitária das igrejas que costumam oferecê-la aos visitantes. A medida foi tomada pelo bispo dom Caetano Ferrari e é válida para as igrejas de Bauru e dos outros 13 municípios que compreendem a Diocese.
Álcool em gel
A preocupação com o aumento no número de casos da gripe A no município fez com que ontem, os vereadores Amarildo de Oliveira (PPS), Chiara Ranieri (DEM) e Natalino da Pousada (PV) se reunissem com a diretora da DRS-6 para discutir o assunto. Há estimativa é que existam pelo menos 100 pessoas com a doença na cidade.
“A partir de segunda-feira, todos os gabinetes terão álcool em gel e um folder informativo”, afirma o vereador Fabiano Mariano (PDT), que faz parte da Mesa Diretora da Casa, que deliberou a medida. O álcool é recomendado para evitar o contágio do vírus da nova gripe. Porém, a medida não é uma determinação do Ministério da Saúde.
Antes, porém, alguns funcionários da Casa já se anteciparam e compraram frascos de álcool em gel, uma vez que os gabinetes são locais de grande circulação de pessoas. É o caso da assessora de imprensa Sílvia Helena Joannitti Cherubim, que há duas semanas adquiriu o produto. “Tenho um filho de sete anos que tem asma. Então, tenho que me cuidar. Aqui no Legislativo, a gente recebe muita gente.”
No Executivo não havia, até ontem, adoção de medidas específicas junto a todo o funcionalismo para higienização. Mas a administração municipal informou que reforçou as orientações já divulgadas de lavar as mãos várias vezes ao dia e usar álcool e toalhas descartáveis, sem contar as demais indicações do protocolo da Secretaria de Saúde.