09 de julho de 2026
Esportes

Campeonato Brasileiro: Robert chega confiante ao Verdão

Juliano Costa
| Tempo de leitura: 2 min

Robert chegou ao Palmeiras esbanjando confiança. Pediu a camisa 9 que era de Keirrison, negociado recentemente com o Barcelona, e disse que vai brigar para ser titular do ataque ao lado do conterrâneo Obina. “Ele é baiano também, vai dar uma ginga legal”, disse o novo reforço palmeirense.

O atacante de 28 anos foi emprestado pelo Monterrey do México até dezembro, com possibilidade de renovação automática até o final da Libertadores de 2010 - a única condição para o Palmeiras perder o jogador nesse período é o clube mexicano receber por ele uma proposta de compra.

“Apesar de ser um contrato curto, sei que posso demonstrar minha qualidade. Não vim para ser mais um. Vim para ajudar o time a ser campeão brasileiro”, avisou Robert, que, quando questionado sobre suas características, faltou com a modéstia. “Sou veloz, forte, tenho bom cabeceio e muita dinâmica. Jogo onde o treinador quiser.”

Robert ressaltou que não se trata de excesso de confiança. “Sou experiente, sei do meu potencial e não tenho motivo para mentir. Estou aqui falando a verdade. Sei que posso vencer no Palmeiras”, disse o atacante, que já foi elogiado pelo técnico Muricy Ramalho.

Ele afirmou que prefere jogar centralizado, mas pode também atuar como segundo atacante, deixando Obina na área. “No México, nos últimos meses, vinha jogando partindo de trás com a bola dominada. O que me pedirem eu faço”, garantiu. Robert também revelou ter sido procurado pelo presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, há dois meses, mas contou que as conversas não evoluíram. Disse que outros clubes também o sondaram, mas preferiu o Palmeiras. “Queria vir para um clube grande, de tradição, com chance de ser campeão”, explicou.

Robert começou a carreira no Coritiba em 99, mas ganhou destaque no Botafogo de Ribeirão Preto, quando foi vice-campeão paulista em 2001. Depois disso, iniciou uma fase de andarilho - passou por sete países até voltar agora ao Brasil. “Ficar fora por oito anos não é para qualquer um, principalmente porque nesse período foram cinco vendas. Nunca saí brigado, saí comprado. Isso mostra que tenho valor”, contou.

O auge da carreira internacional foi no PSV Eindhoven, da Holanda, sob o comando de Guus Hiddink. “É o melhor treinador que eu já tive”, garantiu Robert, que jogou também na Suíça, no Japão, na Arábia Saudita, na Espanha e no México. “Só aprendi espanhol.”