10 de julho de 2026
Geral

Jardim Marilu ganha feira aos sábados

Juliana Franco
| Tempo de leitura: 3 min

Frutas, legumes, verduras, cereais, entre outros produtos, diretamente do produtor e com preços mais acessíveis. Agora, essa é uma realidade para os moradores da região do Jardim Marilu, que ganharam, na tarde de ontem, seu Varejão Municipal.

Inserido no projeto da Administração Municipal de expandir as feiras livres da cidade, o lançamento contou com a participação de 20 feirantes. Além de fazer boas compras, quem for até o varejão pode experimentar o famoso pastel da feira e conhecer um pouco do trabalho de artesãos da cidade.

Com horário diferenciado, aos sábados à tarde, a iniciativa tem como objetivo proporcionar aos trabalhadores e donas de casa mais tempo para abastecer a dispensa com mercadorias frescas e de qualidade.

“É uma solicitação antiga dos moradores, que precisam de um espaço como esse, já que não temos mercados que forneçam grande variedade de frutas, verduras e legumes”, afirma Sidinea da Silva, presidente da Associação do Moradores do Jardim Marilu. “Sem contar que o horário só ajudou, já que nós, moradores da região, trabalhamos a semana toda e o sábado à tarde é o período livre que temos. Além de fazer boas compras, a feira é uma oportunidade conhecer novas pessoas e conversar com os vizinhos”, acrescenta.

O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) explica que a iniciativa foi intitulada Varejão Municipal por fazer parte do início do projeto de retomar e expandir as feiras livres. “Começamos no Mary Dota, quando retomamos a feira noturna, e agora estamos no Jardim Marilu. Se tiver sucesso, a idéia é manter por definitivo a feira aqui”, revela.

Em matéria publicada na última semana, o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento (Sagra), José Carlos Zito Garcia, afirmou que a criação dos varejões pode ser o ponto de partida para a inauguração de um Mercado Municipal, que funcione 24 horas por dia.

O Varejão Municipal do Jardim Marilu funciona aos sábados, das 14h às 18h, nas quadras 2 e 3 da rua Romano Luiz Barbugiani. De acordo com o prefeito, o horário diferenciado é uma medida de atrair mais feirantes, já que, hoje, existe uma média de quatro pontos de feira livre por dia na cidade e os comerciantes só atuam em uma delas.

Ontem, o novo Varejão Municipal também comercializou a exclusiva sacola retornável das feiras livres, lançada na última sexta-feira. Criada com o objetivo de diminuir o consumo de sacolas plásticas e reduzir o impacto ambiental, a sacola foi confeccionada em quatro cores - laranja, roxo, azul e verde -, dois tamanhos e pode carregar de 10 a 12 quilos. O produto custa entre R$ 6,00 e R$ 8,00 de acordo com o tamanho.

“As sacolas já são um sucesso e os consumidores do novo varejão também já aderiram ao movimento”, afirma Moisés Barros, presidente da Associação dos Feirantes de Bauru.

Atualmente, Bauru conta com 25 feiras livres distribuídas pela cidade e cerca de 200 feirantes cadastrados. O custo da taxa de licença é de aproximadamente R$ 80,00 ao ano.

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Produtores aprovam iniciativa

Os feirantes que montaram suas barracas no Varejão Municipal do Jardim Marilu não se incomodaram em perder a folga da semana, no sábado à tarde. Muito pelo contrário, eles aprovaram a iniciativa com o objetivo de melhorar o orçamento doméstico.

Feirante há seis meses, Deivide Luiz Parise vende verduras, abobrinha, mandioca e ovo de ganso em três feiras da cidade. Agora, aderiu ao Varejão do Jardim Marilu. “Resolvi entrar no ramo porque estava cansado de ser empregado, queria ser dono do meu próprio negócio. Então, tenho que correr atrás e a feira no sábado à tarde é uma ótima oportunidade, já que muitos trabalham e só tem esse horário para comprar”, revela Parise, que também é produtor.

Tereza Ivwamoto, feirante há 20 anos, também deixou a folga do sábado à tarde para lucrar, mesmo já trabalhando em outras cinco feiras durante a semana. “Estamos na expectativa em relação as vendas. Espero que dê tudo certo”, conta.