No primeiro semestre deste ano, a compra de dólares no Interior de São Paulo caiu 7% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2008, foram comprados pelos cidadãos do Banco do Brasil R$ 5,7 milhões. Neste ano, R$ 5,3 milhões. Já a venda subiu de R$ 700 mil para R$ 1.360.000,00, aumento de 88%.
Os números do Banco do Brasil excluem a cidade de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Ribeira e Vale do Paraíba. A leitura da agência local é de que, no começo do ano, muita gente aproveitou para vender a moeda norte-americana porque ela estava valorizada. No entanto, de março em diante, o valor do dólar segue curva decrescente. No primeiro semestre inteiro, a variação acumulada é negativa em quase 20%.
Por conta da queda, o comerciante Marcos Ribeiro Borges decidiu viajar com a família para Nova York e Orlando. “Profissionalmente, é a melhor fase”, comenta. Além disso, aproveitará a baixa temporada, quando os preços são módicos em relação aos da alta temporada. “Íamos em maio, mas cancelamos por conta da gripe (suína). A crise financeira internacional não teve qualquer influência”, explica Borges.
O incentivo às viagens por conta da queda do dólar no mercado internacional é reiterado pelo economista Fernando Pinho. Mas, de acordo com ele, para possibilitar uma avaliação mais correta sobre a oscilação de compra e venda pelo Banco do Brasil seria interessante discernir quando o banco foi procurado por razões de turismo e quando para importação e exportação.
“Quando os empresário precisam fazer alguma operação de câmbio, normalmente se socorrem ao Banco do Brasil. Aqui em Bauru, especificamente, o grande operador de câmbio é o Banco do Brasil. Precisamos checar o que é ligado ao turismo e ao fluxo de importação e exportação. Não dá para levantar hipóteses sem ter informações balizadas de maneira oficial”, conclui.