08 de julho de 2026
Regional

Demissão pode ter sido devido à festa irregular

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 1 min

Botucatu - O motivo para o pedido de demissão do comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Botucatu, capitão Salvador Theodoro, pode ter sido por desentendimento com o assessor de gabinete, Aparício Cordeiro, que teria autorizado uma festa sem alvará.

Theodoro justificou à imprensa que “forças ocultas” do atual governo estariam dificultando o acesso ao gabinete do prefeito João Cury Neto (PSDB) como um dos motivos de sua saída repentina do cargo.

Ontem surgiu nova versão para a exoneração do cargo. A decisão estaria ligada a uma suposta interferência do assessor do gabinete, Aparício Cordeiro, que o teria desautorizado durante uma blitz da GCM em um evento que não tinha alvará de funcionamento, no último dia primeiro. Cordeiro não foi encontrado ontem.

O capitão teria determinado que o churrasco em uma chácara fosse encerrado em cumprimento à lei que impede o funcionamento de eventos sem alvarás. No entanto, o assessor teria agido para impedir o encerramento já que havia 700 pessoas no local. No entanto, ele não teria se oposto à aplicação de multa aos organizadores da festa.

A atitude do assessor teria contrariado a decisão de Theodoro que, descontente, procurou o prefeito Cury Neto, que por conta da agenda não o recebeu para audiência. O que teria motivado o comandante da GCM a entregar o pedido de demissão do cargo que ocupava em caráter irrevogável.

Em nota oficial enviada ao JC, a Prefeitura de Botucatu informou que não foi notificada de forma oficial de que o pedido de desligamento do comandante da GCM esteja ligado à liberação de alvarás e à realização de festas. A administração não esclarece detalhes sobre a falta de alvará.

Até o fechamento desta edição, o JC não conseguiu localizar Theodoro para comentar o assunto.