São Paulo - Começam a funcionar até dezembro, em 41 pontos de rodovias paulistas, os radares com leitura e reconhecimento automáticos de placas (LAP), chamados de “dedo-duro”. A licitação está sendo concluída, com apreciação dos preços ofertados pelas empresas, disse anteontem o secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce. O contrato prevê a instalação de mais 69 equipamentos nas principais estradas do Estado a partir do próximo ano. Esse tipo de radar já está em operação nas ruas da Capital.
De acordo com Arce, além de detectar excesso de velocidade, os radares dedo-duro - que estarão interligados a um sistema junto às secretarias de Segurança Pública e da Fazenda - serão capazes de informar sobre o cadastro do veículo, se ele é roubado, se o Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) foi pago, se o licenciamento está em dia ou qualquer outro tipo de irregularidade. “Estamos contratando uma prestação de serviços, um radar mais sofisticado. A finalidade é proteger o cidadão que paga impostos. Vão funcionar nos locais das rodovias onde há mais movimento”, explica o secretário.
O radar dedo-duro ficará em trechos das principais rodovias: Rodoanel, Ayrton Senna, Carvalho Pinto, Anchieta, Imigrantes, Padre Manoel da Nóbrega, Rio-Santos, Tamoios, Mogi-Bertioga, Cônego Domenico Rangoni - antiga Piaçaguera-Guarujá -, Castelo Branco, Bandeirantes, Anhanguera, Raposo Tavares, Marechal Rondon, Floriano Rodrigues Pinheiro, Washington Luís e Santos Dumont, entre outras.
O radar tem um mecanismo capaz de ler a placa do veículo. Como o equipamento estará ligado online a uma central de informações, o policial rodoviário poderá parar o veículo e apreendê-lo. Após apreensão e multa, será levado para um depósito, segundo Arce, e liberado somente após o pagamento dos impostos atrasados. “Cerca de 30% dos carros parados pela Polícia Rodoviária têm algum tipo de problema”, afirma. O governo estuda proposta de criar pequenas unidades de Poupatempo próximo dos locais das blitze ou perto de pátios, para facilitar a regularização dos veículos com débitos.
O contrato para a prestação dos serviços tem duração de 17 meses, ao custo de R$ 6,5 milhões. Mas há possibilidade de aditamentos para um período de até cinco anos. Os radares deverão começar a funcionar dois meses após a assinatura do documento, segundo a Secretaria dos Transportes.