10 de julho de 2026
Nacional

Grávidas e bebês devem ser monitorados


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São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou ontem que bebês com menos de 1 ano e grávidas que receberam o remédio contra a gripe suína (fosfato de oseltamivir ou Tamiflu) devem ser acompanhados cuidadosamente nas primeiras 48 horas após a primeira dose e também depois.

No caso das crianças, o acompanhamento deve ser até 30 dias após o primeiro uso do tratamento e para as gestantes, em até 30 dias após o parto, também para a verificação de eventuais prejuízos aos recém-nascidos. “Os profissionais devem estar atentos para a prorrogação da sua preocupação, após receitarem o remédio”, afirmou Dirceu Barbano, um dos diretores da agência. Segundo enfatizou, o alerta é necessário porque não há larga experiência de uso da droga nessas populações.

Além disso, por questões éticas, não são realizados estudos clínicos com bebês e gestantes. O remédio vinha sendo utilizado em larga escala no mundo principalmente contra a gripe sazonal, que atinge mais os idosos. A agência recomenda que todos os profissionais de saúde informem o órgão sobre eventos adversos.

A Anvisa já estuda, porém, novas medidas de monitoramento da droga, inclusive entrevistas com pacientes que receberam o medicamento. Em julho, já havia alertado que há risco de desenvolvimento de Síndrome de Reye no uso de ácido acetilsalicílico (Aspirina e seus genéricos) em crianças e adolescentes para o alívio dos sintomas associados às infecções virais, incluindo as gripes.

Ontem, os governos de Minas e Rio e de suas respectivas Capitais anunciaram que afastarão servidoras públicas que estiverem grávidas. No Rio, a medida será mantida pelo menos até 28 de agosto. Anteontem, a secretaria estadual de Saúde paulista recomendou que grávidas fossem apartadas de pessoas gripadas e o estudo de concessão de licença em casos em que isso não fosse possível. A pasta informou que não pretende dar licença a todas, como fizeram outros governos.

Ainda dentro das medidas preventivas, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, determinou o uso de máscaras descartáveis por parte de visitantes, advogados e servidores nas unidades do Sistema Penitenciário Federal e recomendou a mesma medida para presídios estaduais. O governo de São Paulo confirmou que seguirá a orientação. A Secretaria da Administração Penitenciária, porém, informou hoje os dois primeiros casos da doença no sistema.

Comunicado mundial da Roche, fabricante do Tamiflu, informou hoje a paralisação da produção de suspensão oral pediátrica da droga até outubro. No Brasil, a apresentação passou a ser fabricada pelos governos estaduais. Segundo a farmacêutica, a suspensão oral requer uma capacidade de produção maior.