10 de julho de 2026
Nacional

Em defesa de Edir Macedo, Record acusa a rede Globo de atos ilícitos


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São Paulo - O “Jornal da Record” rebateu na noite de ontem reportagem divulgada na anteontem pelo “Jornal Nacional” da “TV Globo” sobre a denúncia do Ministério Público Estadual contra o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo. A reportagem produzida pela “Record” acusa a “Globo” de monopólio da informação no país e de ter manipulado a opinião pública, além de ter conseguido a concessão através de um empréstimo ilegal no exterior de US$ 6 milhões durante a ditadura.

O acordo com a americana “Time Life” teria sido feito com cláusulas de gaveta secretas para burlar a constituição que impedia a participação de estrangeiros em empresas de comunicação no Brasil.

Outra acusação feita pela “Record” é de que a Globo manipulou as informações nas eleições à presidência de 89, quando Fernando Collor se tornou o presidente da República. Outra fraude teria ocorrido em 1982 quando a empresa Proconsult tentou mudar o resultado da eleição com ajuda da “Globo” para impedir a vitória de Leonel Brizola como governador do Estado do Rio.

De acordo com a matéria, a “Globo” se sente ameaçada pelo crescimento da emissora do bispo Edir Macedo que na terça conseguiu ser a líder de audiência por 5 horas. Segundo a notícia veiculada no “Jornal Nacional”, Edir Macedo seria o responsável por liderar uma quadrilha que enviava dinheiro recebido dos dízimos para fora do país. De acordo com a matéria, seriam R$ 8 bilhões em dez anos.

Esse dinheiro voltava em forma de investimentos através de holdings e administradoras de bens instaladas no país, e era investido na compra de aviões, imóveis e redes de televisão, entre elas a Rede Record. Segundo a Record, a Globo foi agressiva na matéria que durou 10 minutos, tempo considerado “raro para telejornais”.