08 de julho de 2026
Turismo

O verão da Noruega

Érika de Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Quando se pensa em atravessar o Oceano, da América do Sul até a Europa, é comum que venham à mente os destinos mais tradicionais como França, Itália ou Inglaterra. No entanto, não muito mais distante, um pouquinho mais acima do globo terrestre, existe um paraíso que, se visitado, pode significar uma das experiências mais fascinantes na vida de uma pessoa. Cada país tem suas maravilhas e peculiaridades. O que há na Noruega é uma beleza difícil de ser comparada, como se a natureza tivesse sido desenhada com um pincel especial por lá.

Imagine uma canção de bossa nova, que fale de mar e amor de um jeito emocionado, mas simultaneamente comedido, sem arroubos exagerados. Uma beleza de dose certa. Dessa forma, é possível começar a idealizar um cenário norueguês. Se a Capital, Oslo, guarda seus deslumbres urbanos, as cidades do Sul nada perdem em termos de beleza.

Aproximar-se da Noruega do alto, chegando de avião, traz a primeira emoção. A sensação é a de estar olhando diretamente para um mapa-múndi em alto-relevo, com porções de terra entremeadas por água por todos os lados. Tudo azulzinho, com pedaços de rocha no meio. E essa visão vai se tornando grande, grande, até que você fará parte da paisagem.

Bergen, eternamente Bergen

Comecemos por Bergen, uma das mais movimentadas cidades norueguesas, no Oeste do país, com cerca de 250 mil habitantes. O céu geralmente nublado, mar, barcos e tulipas de cores vibrantes são alguns dos ícones da cidade. A presença da garoa é rotineira, o que faz com que seja comum deparar-se nas ruas de Bergen com os mais variados e coloridos modelos de capa de chuva.

“Yf you live in Bergen, you need a raincoat”, dirá um norueguês a um turista, ou, traduzindo, se você vive em Bergen, precisa de uma capa de chuva. No entanto, ao visitar a cidade durante a primavera local, em maio e junho, foram poucos os dias tipicamente nublados que vi. Disseram ao nosso grupo de cinco brasileiros intercambistas: “Vocês trouxeram o sol do Brasil!” Gentileza, pois o sol também brilha na Noruega, e brilha radiante.

Especialmente do mês de junho em diante, época de verão, quando é possível deparar-se com o sol da meia-noite no norte do país - um sol que não se põe devido à proximidade com o pólo norte e ao posicionamento do planeta nesta época do ano. Mesmo nas outras regiões do país, é possível ver a luz do dia quase o tempo todo. Há luminosidade até quase meia-noite e, por volta das 3h30 da manhã, o sol já começa a nascer.

Mas, se contribuímos para levar aquele sol exatamente para o dia 17 de maio, as comemorações dessa data especial vieram a se tornar um dos momentos mais marcantes de nossas vidas.

Para quem quer se programar a longo prazo, eis uma boa época para estar na Noruega: maio. Por dois motivos principais. O primeiro é o clima. Em maio, a primavera já prenuncia as temperaturas amenas do verão, o que para nós, brasileiros, é um pouco parecido com o nosso inverno menos rigoroso.

O segundo é a possibilidade de presenciar as comemorações do dia 17 de maio, quando a Noruega festeja o seu Dia Nacional, data em que foi estabelecida a Constituição norueguesa em 1814.

Além disso, ainda é possível encontrar a neve, no alto das montanhas. O finalzinho de neve que vai se esvaindo, até voltar com toda força em outubro. Se na primavera e verão os dias são longos, no inverno norueguês a noite pode começar por volta das 16h.

*A jornalista Érika de Moraes viajou à Noruega em intercâmbio de estudos patrocinado por Rotary e Fundação Rotária (IGE)

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