09 de julho de 2026
Nacional

H1N1 faz primeira morte entre índios


| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A gripe H1N1 teve sua primeira vítima entre índios brasileiros confirmada ontem e a Funai decidiu suspender a entrada de não-índios em comunidades para frear a disseminação do vírus. A primeira vítima entre índios no Brasil foi registrada em uma aldeia em São Vicente, no litoral paulista. Segundo a Secretaria de Saúde do município, um bebê de 3 meses morreu no dia 7 de agosto, após quatro dias de internação.

O órgão informou que outras quatro pessoas sob suspeita de contaminação pela nova gripe estão sendo monitoradas na aldeia Paranapuã, formada por cerca de 60 pessoas. Outra morte entre indígenas no Estado do Pará está sob investigação, informou a Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Para conter a disseminação do vírus entre índios, a Fundação Nacional do Índio (Funai) suspendeu todos os processos de autorização de entrada de não-índios em terras indígenas. A medida foi tomada após a confirmação de sete casos de gripe H1N1 entre índios isolados na Amazônia peruana.

Ontem, o número de óbitos pela nova doença no Brasil chegou a 277, com a confirmação da sexta morte em Santa Catarina. Na quarta-feira, o Estado de Rondônia havia registrado a primeira vítima do vírus H1N1 na região Norte, em um paciente de 23 anos.

Presos infectados

A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo confirmou ontem dois casos de presos infectados pelo vírus da gripe suína no Estado. Os presos são da Penitenciária de Ribeirão Preto e do Centro de Detenção Provisória de Sorocaba. Segundo a secretaria, os dois passam bem.

A confirmação do exame do preso de Ribeirão Preto foi dada pela Vigilância Epidemiológica do município por telefone.

A assessoria da secretaria informou ainda que outros três detentos estão com suspeita de terem contraído a nova gripe.

Para as unidades que tem casos suspeitos da doença foram providenciados gel antisséptico e máscaras para presos e funcionários que tenham contato direto com eles.