08 de julho de 2026
Saúde

SUS oferece acompanhamento de equipe multidisciplinar

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a cirurgia de vasectomia dentro do Programa de Planejamento Familiar, na Maternidade Santa Izabel. Sérgio Henrique Antônio, diretor técnico e clínico da unidade, afirma que antes de passar pelo procedimento cirúrgico, o paciente deve se submeter a um rigoroso processo.

Antônio afirma que a procura por vasectomia aumentou em Bauru, porém, o número ainda é muito menor em relação à esterilização feminina. De acordo com ele, a cada quatro laqueaduras é feita uma vasectomia na cidade. Mensalmente, a média é de 80 casos novos no programa.

“A baixa procura é cultural. Ainda existe um preconceito sobre o tema. Muitos homens questionam se o procedimento vai trazer algum problema no desempenho sexual, o que não ocorre”, afirma Antônio.

Inicialmente, o interessado passa por uma consulta na Unidade Básica de Saúde e manifesta o desejo de fazer a vasectomia. Então ele é encaminhado ao Programa de Planejamento Familiar.

“Ele passa por uma avaliação médica, depois com um psicólogo e um assistente social. Aí é marcada uma reunião em um grupo de orientação, onde ele conhece todos os métodos de contracepção além da vasectomia”, informa o médico.

Em seguida, o paciente é novamente consultado pelo médico, psicólogo e assistente social para confirmar o desejo de cirurgia. Caso ele decida dar prosseguimento, o seu prontuário é encaminhado para uma equipe multidisciplinar, que vai analisá-lo. “Médico, psicólogo, assistente social e profissional de enfermagem colocam as avaliações do pontos de vista de suas especialidades e é verificado se o paciente se encontra dentro das normas do programa e da lei”, destaca Antônio.

O médico afirma que o programa em Bauru adicionou outros requisitos para garantir que os pacientes reflitam sobre a decisão. “Analisamos se ele mantém vida conjugal estável, se tem filhos com a atual esposa e se ela não deseja mais crianças”, explica.

Se o paciente for aprovado e estiver dentro do que preconiza a lei, ele retorna ao médico para receber o parecer final. Em seguida, é encaminhado ao urologista, que avalia tecnicamente se há algo clínico que contra-indique a vasectomia. Se nada for diagnosticado, a cirurgia é marcada.

Além disso, Antônio destaca que qualquer procedimento de esterilização - vasectomia ou laqueadura - só pode ser realizado no mínimo após 60 dias a partir do momento em que o paciente assina o documento que manifesta o interesse pela cirurgia.