09 de julho de 2026
Política

DER deixa as obras e foca usuários

Por Fábio Zambeli | Da APJ especial para o JC
| Tempo de leitura: 3 min

Saem de cena as máquinas de reparos nas pistas e entram as unidades de socorro médico e mecânico. É com esta filosofia que o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) completa 75 anos: o foco, outrora voltado às obras, agora passa aos usuários que circulam pelos 22 mil quilômetros de rodovias sob gestão do Estado. A mudança de paradigma na administração da malha viária paulista é descrita pelo superintendente do órgão, Delson José Amador, em entrevista exclusiva à Associação Paulista de Jornais (APJ).

“Ela (a rodovia) é um meio que tem como fim o usuário. Você tem o sistema de atendimento ao usuário, com monitoramento, serviços de socorro mecânico e médico. Para que seja atendido a qualquer momento, caso haja falha mecânica ou problema de saúde”, diz. O segundo semestre começa com todas as rodovias controladas pelo departamento dotadas das Unidades Básicas de Atendimento (Ubas). São 57 em operação, além de 32 câmeras que fazem o monitoramento do fluxo de veículos.

“Hoje, toda a geografia da malha já conta com as Ubas 24 horas por dia. Por meio de uma central de atendimento, ele aciona e será atendido com o que ele precisar”, completa. Para Amador, a manutenção das vias, que ainda demanda atenção, deve se guiar pela mudança no perfil do tráfego: a frota é cada vez maior e mais pesada e a necessidade de ampliação das faixas se estende aos eixos de interligação entre as cidades que se transformaram em ‘capitais regionais’ no Interior.

“O País tem crescimento econômico e isso aumenta a demanda sobre todo tipo de infra-estrutura. Então, existe a necessidade de um amplo programa de recuperação de rodovias que, como tudo na vida, tem um tempo de vida útil. Ou seja, vencido este tempo você tem que refazer, recuperar a rodovia. Não apenas fazer operações de conservação”, afirma.

O superintendente acredita que 100% das vicinais serão recuperadas até 2010 e revela que o Estado lançará um plano para pavimentar estradas rurais hoje mantidas por municípios, mas adverte que o trabalho de melhoria da infra-estrutura viária é longo e exige investimentos perenes que transcendem à atual gestão. “É um processo contínuo, a malha sob responsabilidade do Estado é muito extensa. Isso é um trabalho que deverá prosseguir em futuras administrações”

Mostra itinerante

Uma exposição com 75 fotos que reconstituem os 75 anos do DER percorrerá a partir desta semana 13 cidades que mantêm as bases regionais do órgão no Interior.

A mostra itinerante passará por Itapetininga, Cubatão, Taubaté, Campinas, Bauru, Araraquara, Assis, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, Araçatuba, Presidente Prudente, Rio Claro e Barretos.

“A meta é resgatar a história de um segmento tão importante como é o sistema viário do Estado. Mais do que comemorar ou mostrar a história do departamento, é mostrar o desenvolvimento da malha. É o Estado que tem a mais completa e complexa malha viária do País”, diz José Amador.

“É uma forma de enxergar como se deu o desenvolvimento econômico do Estado. E o DER se confunde com o desenvolvimento da malha. O objetivo é abrir à população como se deu a integração do Estado a partir da evolução desta malha viária”, completa.