09 de julho de 2026
Nacional

Para oposição, quebra de decoro parlamentar já está caracterizada


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São Paulo - A notícia de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), sabia da existência dos atos secretos desde o fim de maio reforçou o discurso da oposição em favor do afastamento do peemedebista. A avaliação é a de que fica caracterizado mais um indício de quebra de decoro parlamentar, já que Sarney mentiu ao dizer da tribuna que não sabia o que era um ato secreto, após o esquema de boletins ocultos ter sido revelado pelo jornal “O Estado de S.Paulo” em 10 de junho.

A informação de que Sarney já sabia dos atos foi noticiada anteontem pelo jornal, em entrevista com o ex-diretor de Recursos do Senado, Ralph Siqueira. Segundo ele, todos os seus superiores foram avisados. A conversa com Sarney, em especial, teria acontecido entre os dias 28 e 29 de maio. Siqueira disse que, no despacho, informou Sarney de que havia sido criada uma comissão para investigar os atos, já que havia indícios de omissão deliberada.

“Se este fato se comprovar, está caracterizada a quebra de decoro. Para nós, este elemento sozinho já seria suficiente”, reagiu ontem o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN).