08 de julho de 2026
Internacional

Taiwan recua e aceita ajuda estrangeira


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Taipei - Os líderes de Taiwan, que foram criticados pela resposta dada à catástrofe causada por um tufão, que aparentemente matou centenas de pessoas, aceitaram ajuda estrangeira depois de recusar primeiramente as ofertas, afirmaram oficiais ontem, depois de o presidente se desculpar.

Tentando reparar sua imagem após o tufão Morakot ter causado extensos desmoronamentos no sul de Taiwan, o governo pediu doações de equipamentos, disse um oficial do Ministério Exterior.

“Na nossa primeira mensagem, nós dissemos que não precisávamos de ajuda, somente de dinheiro,” disse Joanne Ou, chefe da seção de publicidade do ministério. “Mas (na quinta-feira) o ministro pediu ao centro do desastre o que precisávamos. Nós pedimos a eles uma lista,” completou.

O presidente de Taiwan Ma Ying-jeou, pressionado em relação à resposta dada ao estrago provocado pelo tufão, estimou na sexta-feira que o total de mortos pode ultrapassar 500. Muitos podem ter morrido em um massivo desmoronamento em um vilarejo de montanha. Sobreviventes e o principal partido de oposição acusam Ma de ter respondido muito devagar ao tufão que atingiu o país na semana passada, o pior na ilha desde 1959. O total oficial de mortos é de 123.

Em áreas remotas montanhosas como o Condado de Kaohsiung, onde Shiao Lin está localizado, os esforços de resgate foram impedidos pelas chuvas fortes, névoa densa, rios em cheia e deslizamentos de terra. Em alguns locais no centro e sul da ilha, com as pontes destruídas e as estradas alagadas, é praticamente impossível chegar com a equipe de resgate, informou a Comissão de Prevenção e Proteção a Desastres Naturais.

Em Siaolin, apenas dois de seus 396 edifícios não desmoronaram e os moradores já perderam as esperanças de encontrar vivos os soterrados após o deslizamento em uma montanha vizinha.

Nas aldeias de Taoyuan e Namahsia, também do distrito de Kaohsiung, há cerca de 1.500 pessoas incomunicáveis, ainda a espera de serem resgatadas.

Dois lagos, criados pela obstrução do rio Laonong a partir dos deslizamentos de terra, transbordaram junto à aldeia de Taoyuan sem deixar vítimas, pois os moradores foram alertados a tempo de fugir.

Um armazém com oito toneladas de explosivos foi varrido pelas águas dos lagos, o que agrava o perigo para as equipes de salvamento que buscam corpos nos riachos.

Os isolados em Likuei, na comarca de Sinfa, seguem à espera de ajuda, após informarem por um cartaz que tinham encontrado 39 mortos.

Com a ruptura de uma ponte, as equipes de resgate ainda não conseguiram atravessar as violentas e agora elevadas águas do rio.

Ainda restam 73 estradas bloqueadas na ilha, como informou o Ministério do Transporte, e 1.282 escolas foram danificadas, segundo o departamento de Educação.