09 de julho de 2026
Internacional

Regime comunista ameaça ‘varrer’ EUA e o grupo de Lee Myung-Bak


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Pyongyang - Após recentes gestos conciliatórios em direção aos EUA e à Coréia do Sul, o regime comunista norte-coreano voltou à retórica bélica ontem, ameaçando “varrer” com armas nucleares os dois países, caso se sinta ameaçada durante os exercícios militares anuais que os americanos e sul-coreanos começam a realizar hoje, segundo um comunicado publicado pela agência oficial norte-coreana KCNA.

“Se os imperialistas americanos e o grupo (do presidente sul-coreano) Lee Myung-Bak ameaçarem a República Popular e Democrática da Coréia com suas armas nucleares, atuaremos com represálias com armas nucleares”, declarou um porta-voz militar norte-coreano citado pela KCNA. “Os imperialistas devem entender claramente que é disposição de ferro e postura resoluta do Exército do Povo Coreano entrar em ação a qualquer momento para impiedosamente varrer seus agressores.”

Forças sul-coreanas e norte-americanas começam amanhã exercícios conjuntos de simulação de computadores e de comunicação, em meio a raros movimentos conciliadores de Pyongyang, que neste mês libertou duas jornalistas norte-americanas e um sul-coreano que mantinha sob sua custódia.

A Coréia do Norte regularmente denuncia os exercícios conjuntos como uma preparação para eventual invasão e guerra nuclear.

Os EUA têm cerca de 28.500 soldados na Coréia do Sul para apoiar os 670 mil soldados do país. O Exército do Norte tem cerca de 1,2 milhão de soldados, mas os analistas dizem que seus equipamentos antigos não se equiparam aos das forças norte-americanas e sul-coreanas.

As duas Coréias estão tecnicamente em guerra por causa do conflito entre 1950 e 1953, encerrado com um cessar-fogo e não com um acordo de paz.

O comunicado norte-coreano também faz ameaças contra o aumento das sanções contra o país e adverte que se os EUA e a Coréia do Sul “aumentarem as sanções e levarem a “confrontação’” a uma fase extrema “(a Coréia do Norte) vai reagir a eles com retaliação impiedosa (...) e uma guerra total de justiça”.

Um enviado especial americano responsável pela execução das sanções visitará Cingapura, Tailândia, Coréia do Sul e o Japão esta semana e pode viajar para a China no final deste mês. Philip Goldberg disse aos jornalistas na semana passada que as medidas contra a Coréia do Norte vão continuar até que o país tome medidas irreversíveis para abandonar o programa nuclear.

A empobrecida Coréia do Norte está irritada com a política de Lee de dar fim ao auxílio incondicional - que já respondeu por 5% da economia norte-coreana, estimada em US$ 17 bilhões - e ligá-lo ao processo de Pyongyang em acabar com as ameaças que impõe aos vizinhos regionais.

A economia da Coréia do Norte, já combalida, foi afetada por sanções das Nações Unidas, impostas depois do lançamento de um foguete de longo alcance em abril. O movimento foi considerado um teste de míssil disfarçado. As sanções prejudicaram o comércio de armas da Coréia do Norte, uma fonte vital de dinheiro vivo para o país.