08 de julho de 2026
Nacional

Volta às aulas tem blitz antigripe nas escolas


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São Paulo - Ontem, dia em que as escolas de São Paulo retomaram as aulas, muitos estudantes não se mostraram preocupados com o risco de contrair a gripe suína. A volta às aulas deveria ter ocorrido duas semanas atrás, mas foi adiada com o objetivo de reduzir o número de contaminações pelo vírus H1N1.

Muitos colégios estão tomando precauções para evitar que eventuais alunos doentes transmitam a gripe aos colegas. Oferecem álcool em gel para que desinfetem as mãos e mantêm as janelas e portas abertas e os ventiladores ligados, por exemplo. Outras colocaram copos descartáveis ao lado dos bebedouros, para que os alunos não tenham contato com o mesmo local onde um possível doente encostou a boca.

O colégio Bandeirantes, na Vila Mariana (zona sul de São Paulo), contava com a dificuldade de lidar com abraços e beijos entre os colegas. “Não adianta lutar contra. São uma manifestação da nossa cultura”, disse Mauro de Salles Aguiar, diretor do colégio, que, na semana passada, havia orientado que alunos gripados não se beijassem na boca.

Fernando da Costa Gomes, aluno do 3.º ano do ensino médio, é pura despreocupação. Ao lado da namorada Carolina Braga, da mesma série, debocha daquilo que ele considera “exagero”. “Eu passei as férias todas com ela. Se fosse para ter contraído alguma doença, isso já teria acontecido”, conta.

No colégio Rio Branco, em Higienópolis (região central), alunos também minimizaram as preocupações. A celebração da volta às aulas, além de beijos e abraços, contou com garrafas de refrigerante e chocolate rodando de boca em boca.

Um aluno do 7.º ano do colégio particular Alfredo Castro, em Perdizes (zona oeste), foi retirado de sala, de acordo com colegas, depois de espirrar duas vezes durante uma aula.

Um funcionário da secretaria do colégio confirmou o ocorrido. Disse que o estudante em questão tinha 38 graus de febre, além de coriza. Sua mãe foi chamada para buscá-lo. A diretoria da escola informou que se manifestaria hoje sobre o caso.

A Secretaria Estadual de Educação de São Paulo destinou R$ 7 milhões para compra de material de higiene para as escolas da rede pública, informou ontem o secretário Paulo Renato Souza.